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Master: PF suspeita de vazamento em operação contra Vorcaro e Tanure

PF apura possível vazamento na fase da operação Compliance Zero após investigados terem sido encontrados em aeroportos

atualizado

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Daniel Vorcaro
1 de 1 Daniel Vorcaro - Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal (PF) suspeita de vazamento na operação que levou à busca e apreensão contra o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o empresário Nelson Tanure e outros 40 suspeitos.

A possibilidade de vazamento da Compliance Zero é levantada dentro de uma ala da PF devido ao fato de que investigados nessa fase da operação estavam em aeroportos, especialmente o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, preso quando embarcava para Dubai em um jatinho.

Tanure foi encontrado no aeroporto do Rio de Janeiro, com embarque previsto para Curitiba, no Paraná.

Os investigadores trabalham com algumas hipóteses, que são tratadas de maneira reservada para não comprometer a averiguação do caso.

Conforme mostrou o Metrópoles, na coluna da Mirelle Pinheiro, a PF apontou novos elementos para pedir a segunda fase da operação, especialmente ao indicar a continuidade de práticas suspeitas por parte do controlador do Master, Daniel Vorcaro.

Há suspeitas de gestão fraudulenta, além de lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. A nova etapa busca apurar se o Master utilizou investimentos ligados ao mercado da Faria Lima para realizar operações financeiras fraudulentas, inflar artificialmente ativos e desviar recursos, conforme mostrou a coluna — o que justifica a ampliação da operação para outros empresários e gestores ligados a esses fundos.

“Falta de empenho”

Relator do caso, o ministro Dias Toffoli afirmou que a PF descumpriu o prazo de 24 horas para deflagrar a operação, o que, segundo ele, pode ter comprometido o andamento das investigações. Toffoli ainda citou que pode ter ocorrido “falta de empenho”.

Na decisão, Toffoli destacou que a ordem para o cumprimento das medidas cautelares foi expedida em 12 de janeiro, com determinação expressa para execução no prazo máximo de 24 horas, o que não ocorreu. Para o ministro, a demora pode ter causado prejuízos à apuração dos fatos. O magistrado pediu que a PF explique por que descumpriu a ordem.

“Ressalto, ainda, que está justificada em fatos contemporâneos e mostra-se adequada à gravidade concreta dos crimes investigados, às circunstâncias do fato e às condições pessoais referidas nos autos, sendo suficiente a brevidade da medida e subsequente imposição de medidas cautelares diversas, previstas nos artigos 319 e 320 do Código de Processo Penal”, escreveu.

Em outro trecho, Toffoli foi mais incisivo ao atribuir responsabilidade direta à corporação:

“Causa espécie a esse relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa, como a falta de empenho no cumprimento da ordem judicial para a qual a Polícia Federal teve vários dias para planejamento e preparação, o que poderá resultar em prejuízo e ineficácia das providências ordenadas”.

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