Master: CAE aprova convocação de ministro da Previdência de Lula

Calheiros afirma que ministério realizou investigações sobre previdências estaduais e municipais comprando ativos do banco de Daniel Vorcaro

atualizado

metropoles.com

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Renan Calheiros durante comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 1303 25, que tributa aplicações financeiras e ativos virtuais Metropoles 2
1 de 1 Renan Calheiros durante comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 1303 25, que tributa aplicações financeiras e ativos virtuais Metropoles 2 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (19/5), a convocação do ministro da Previdência, Wolney Queiroz, para prestar esclarecimentos ao grupo de trabalho do colegiado que trata do Banco Master.

O requerimento é de autoria do presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), em que ele diz que o ministério identificou que documentos que autorizaram investimentos de previdências estaduais e municipais no Banco Master eram “idênticos” entre si e não tiveram análise técnica.

“Auditorias do Ministério da Previdência identificaram que documentos técnicos que autorizaram investimentos no Banco Master eram idênticos entre si, configurando ‘copia e cola’ de materiais publicitários do próprio banco, sem análise técnica real”, diz o requerimento.

A convocação de autoridades não é uma prática comum, sendo reservada a integrantes do governo a “cortesia” de serem convidados, formato em que o comparecimento é facultativo, diferente da convocação, em que prestar esclarecimentos é obrigatório.

Além de Wolney, a CAE também aprovou a convocação de Ricardo Pena Pinheiro, diretor e superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Segundo Renan, a Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência fez auditoria fiscal que embasou a Operação Barco de Papel, da Polícia Federal, que mirou previdências que compraram ativos fraudulentos do Master.

Empréstimo de cunhada de Motta

A CAE também aprovou um requerimento apresentado por Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) para que o Banco Central preste esclarecimentos sobre o empréstimo de Bianca Medeiros, cunhada do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no valor de R$ 22 milhões no Master.

Em nota enviada ao Metrópoles em março deste ano, Bianca Medeiros afirmou que o contrato foi celebrado “em condições usuais de mercado”. Segundo ela, a escolha do Banco Master “decorreu exclusivamente de condições negociais e operacionais apresentadas à época da contratação”.

Como mostrou o Metrópoles, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, relatou, em diálogos obtidos pela CPMI do INSS, ter mantido conversas e participado de encontros com “Hugo” — o que parlamentares consideram ser uma menção a Hugo Motta.

Em fevereiro de 2025, poucos dias depois de Motta assumir a Presidência da Câmara, o banqueiro afirmou ter participado de um jantar na “residência oficial”, com “Hugo e seis empresários”. Um mês depois, ele mencionou conversas com “Hugo e Ciro”.

Motta entrou no radar de Calheiros por ser sucessor de Artur Lira (PP-AL), seu principal adversário político. O presidente da CAE acusa o “centrão” aliado a Lira na Câmara de atuar para favorecer o Master.

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