Malafaia sobre Moraes: “Vai para a cadeia, não é só impeachment”

Pastor e aliado de Jair Bolsonaro reclama de manutenção da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-assessor do ex-presidente

atualizado

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DANILO M. YOSHIOKA/ESPECIAL METRÓPOLES @danilomartinsyoshioka
Pastor Silas Malafaia discursa em trio elétrico antes de ser procurado pela Polícia Federal
1 de 1 Pastor Silas Malafaia discursa em trio elétrico antes de ser procurado pela Polícia Federal - Foto: DANILO M. YOSHIOKA/ESPECIAL METRÓPOLES @danilomartinsyoshioka

O pastor Silas Malafaia afirmou nesta quinta-feira (14/8) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes será preso, além de sofrer um impeachment. O magistrado é relator de inquéritos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e caciques da oposição, grupo ao qual o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo é ligado.

“Alexandre vai para a cadeia, não é só impeachment. Ele é um criminoso, e precisa ser preso, pelo Estado Democrático de Direito”, afirmou Malafaia ao Metrópoles, após compartilhar um vídeo contra Moraes. Na gravação, o pastor reclama do tenente-coronel Mauro Cid, e afirma que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro deveria ser anulada por descumprimento de regras, além do vazamento de conversas de ex-assessores do ministro.

Malafaia argumentou que, após o acordo, o delator não pode falar sobre o conteúdo delatado. “O coronel Cid, usando a rede social da mulher, detona a própria delação, dizendo que Alexandre Morais é um cão de guarda, que não está nem aí para provas, que é protegido pelo STF, que o delegado federal tentou induzi-lo e colocar palavras na sua boca, que jamais ele falou que Bolsonaro deu o golpe”, diz o pastor no vídeo.

Assista:

O ministro é alvo de um pedido de impeachment da oposição no Senado. O requerimento foi protocolado após o magistrado determinar a prisão domiciliar de Bolsonaro. Não há perspectiva, porém, de o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar a medida.

Segundo Malafaia, Moraes optou por não cancelar a delação de Cid porque a denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet, “está sustentada na ficção” do tenente-coronel. Após o vazamento dos diálogos, o ministro rejeitou anular o depoimento sob o argumento de que tais solicitações são “consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias”.

Na delação, Cid afirmou ter participado de uma reunião com o general Walter Braga Netto, que concorreu a vice na chapa de Bolsonaro em 2022 e foi ministro da Defesa e Casa Civil, para discutir o chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”. Também declarou que o militar lhe entregou dinheiro para ser repassado ao major De Oliveira, com o objetivo de financiar as operações para o suposto golpe de Estado.

“O ex-assessor [de Moraes] Eduardo Tagliaferro era o chefe da Unidade Especial de Combate à Desinformação do TSE, e homem de confiança de Alexandre. E ele abastecia de informações os assessores de Alexandre Morais no STF, a sua chefe de gabinete, Cristiane Cosa Rara, e o juiz auxiliar informando e mostrando quem era cada pessoa”, reclamou Malafaia.

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