Malafaia se manifesta após ser alvo de ação da PF: “Não sou bandido”

Pastor voltava de viagem a Lisboa, quando foram cumpridos, no aeroporto, mandados de busca pessoal e de apreensão de aparelhos celulares

atualizado

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Isabella Finholdt / Metrópoles
Silas Malafaia
1 de 1 Silas Malafaia - Foto: Isabella Finholdt / Metrópoles

O pastor Silas Malafaia se manifestou após a Polícia Federal (PF) cumprir, no início da noite desta quarta-feira (20/8), no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), mandado de busca pessoal e de busca e apreensão contra ele.

Malafaia voltava de viagem a Lisboa, quando foi alvo das ações da PF, determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Apreender meu passaporte, eu não sou bandido. Apreender meu passaporte, aprender meu telefone, vai descobrir o quê? Ainda dei a senha, que eu não tenho medo de nada. Conversa com Bolsonaro, eu tô proibido de falar com ele e não posso falar o que é, porque eu tô proibido. Converso com amigos, eu tenho conversas de amigo e conversas particulares que não interessam a ninguém. Que país é esse?”, questionou o pastor.

Ele é investigado pela PF por suposta participação em crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. As investigações são desdobramentos do inquérito 4995, que apura condutas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Proibição de deixar o país

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibiu Malafaia de se ausentar do Brasil, com cancelamento de todos os passaportes do pastor, tanto nacionais quanto estrangeiros. Os documentos devem ser entregues à Polícia Federal no prazo máximo de 24 horas. A PF deve adotar as medidas necessárias para impedir a obtenção de novo documento.

As anotações devem ser feitas, ainda, junto ao Ministério das Relações Exteriores para que seja impedido o movimento migratório de Malafaia, inclusive por fronteira terrestre, a exemplo do que fez Carla Zambelli, condenada pelo Supremo, ao fugir do Brasil pela Argentina.

Moraes proibiu Malafaia, também, de se comunicar com todos os investigados do núcleo do ex-presidente Jair Bolsonaro na ação da trama golpista. A regra vale, ainda, para qualquer comunicação, inclusive por intermédio de terceiros, com o deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

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