metropoles.com

Maioria no STF vê omissão do Congresso em não taxar grandes fortunas

O Plenário do STF retomou, nesta quinta-feira (6/11), o julgamento da ação que dizia que o Congresso foi omisso na IGF

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto
A Justiça: filho de preso por suspeita de ligação com o PCC assessorou ministro do tribunal
1 de 1 A Justiça: filho de preso por suspeita de ligação com o PCC assessorou ministro do tribunal - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou, nesta quinta-feira (6/11), maioria para considerar o Congresso Nacional omisso na regulamentação sobre o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF).

O tema foi provocado pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 55. Em sustentação na Corte, a sigla afirmou que é essencial reduzir desigualdades e promover a justiça social.

Relator do caso, o ministro Marco Aurélio—hoje aposentado—antes de deixar a Corte, foi o responsável por editar a lei complementar necessária para instituir o IGF, de acordo com a Constituição.

Após o voto de Marco Aurélio, o ministro Gilmar Mendes pediu destaque, o que transferiu o julgamento do plenário virtual para o físico. Com o destaque, a análise dos processos recomeçou do zero no plenário físico do STF, preservando, porém, os votos de ministros aposentados.

Ao assumir a vaga de Marco Aurélio, o ministro André Mendonça herdou a relatoria da ADO 55, mas não votou.

Votaram pela omissão os ministros Marcos Aurélio Mello, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Kássio Nunes Marques, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. O ministro Luiz Fux foi o único que discordou integralmente, por entender que não há omissão inconstitucional na ausência de regulamentação do imposto.

Dino divergiu no tocante à fixação do prazo para o Congresso editar a lei. Os demais ministros não definiram um tempo específico, já Dino defendeu o limite de 24 meses.

Em virtude da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), o presidente do STF, ministro Edson Fachin e o decano Gilmar Mendes não estiveram presentes na sessão plenária e ainda não votaram no tema.

Nos autos, o Congresso afirma não haver omissão sobre o IGF, mencionando vários projetos de lei em tramitação que tratam do assunto. A Câmara informa que um projeto de lei de 2008 já está pronto para ir ao Plenário.

A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestaram contra o pedido do PSOL. Alegam que a previsão constitucional seria facultativa e que a criação do imposto implicaria fuga de investidores.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?