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Brasil

Mãe de piloto desaparecido viaja para Roraima em busca do filho

O piloto Pedro Rodrigues Parente Neto viajou no dia 17 de agosto e foi visto pela última vez em 1º de setembro na Venezuela

11/09/2024 12:59, atualizado 11/09/2024 13:00
Reprodução
Imagem colorida da piloto Pedro Buta

Maria Eugênia Buta, mãe de Pedro Rodrigues Parente Neto, piloto que desapareceu após ser contratado para transportar uma aeronave de Goiânia para a Venezuela, viajou do Rio de Janeiro para Boa Vista, em Roraima, em busca de informações sobre o filho desaparecido.

Pedro Rodrigues, de 37 anos, foi visto pela última vez em 1º de setembro e pilotava o monomotor Bellanca Aircraft na cidade de Caicara del Orinoco.

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Maria Eugênia afirmou que vai “passar essa semana inteira em Boa Vista”. “Meu filho, pode ter certeza que vou encontrar. Removo céus e terras, e Deus é comigo. Eu vou descobrir o que ele estava fazendo na Venezuela”, declarou.

A mãe relata que, caso o filho esteja fazendo “algo de errado, vai pagar da forma certa”, e que deseja que Pedro esteja vivo.

Maria Eugênia trabalha como dentista no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A Polícia Federal e a Força Aérea Brasileira (FAB) estão investigando o caso. As informações são do Extra.

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Viagem para a Venezuela

Pedro Rodrigues viajou no dia 17 de agosto, informando que iria para a Bahia, mas o último contato que teve com a mãe foi em 1º de setembro. Quando perdeu contato com o filho, a mãe entrou em contato com conhecidos e descobriu que, na verdade, Pedro estava na Venezuela.

A aeronave pertence ao empresário brasileiro do ramo da mineração Daniel Seabra de Souza, que está na Venezuela. Souza afirma que Pedro Buta, como é conhecido o piloto, pousou em Caicara del Orinoco e ficou por lá alguns dias.

A partida para o país vizinho teria acontecido no último dia 17, data na qual a aeronave foi entregue ao piloto. Um documento assinado por ambos com esta data registrou o repasse do veículo aeronáutico a Buta.

Pedro Rodrigues, natural do Rio de Janeiro e conhecido como Pedro Buta, trabalhava como instrutor de voo. Ele administrava um perfil nas redes sociais chamado “Céu Livre Aerodesporto”, que ele descrevia como uma “empresa de ensino e turismo”.

O piloto já havia se envolvido em um acidente no dia 20 de maio e alegou à polícia que foi contratado por Wesley Evangelista de Olinda para realizar um voo, e que houve sabotagem contra ele. Durante o voo, ele precisou fazer um pouso de emergência. Wesley Evangelista de Olinda foi preso em 2019 por tráfico internacional de drogas.

Pedro alegou que a suspeita de sabotagem estava relacionada a um processo movido contra ele por uma empresa de táxi aéreo. Segundo ele, o proprietário da empresa permitia condições de trabalho deploráveis e obrigava os funcionários a transportar mais passageiros do que o limite permitido.