
Mãe de Ana Clara reage à fala de Flávio em debate da Globo: “Mentiroso”
Senador confundiu nome da mãe com o da criança morta; Cristiane também gritou “Ela morreu!” ao acompanhar a declaração do candidato

A mãe de Ana Clara, menina de 5 anos morta durante uma ação policial em Niterói (RJ) em 2021, chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de “mentiroso” ao acompanhar o debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23/10).
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cristiane Gomes da Silva também gritou “Ela morreu!” quando o candidato confundiu seu nome com o da filha.
A reação se deu depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou Flávio sobre sua atuação na defesa do policial militar acusado de efetuar o disparo que matou a criança.
“O que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil numa menina de 5 anos?”, perguntou o petista.
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Ao responder, Flávio classificou a morte como uma tragédia, mas afirmou acreditar na inocência do policial. “Era uma troca de tiros, numa comunidade conflagrada. A senhora sabe que tem tráfico de drogas aí”, declarou.
O senador também afirmou que pretende ajudar a família a esclarecer a autoria do disparo.
“Eu tenho a confiança de que não foi esse policial. Ele sequer foi julgado ainda”, disse o presidenciável.
Flávio chama mãe de Ana Clara pelo nome da filha
Durante a resposta, o candidato confundiu o nome de Cristiane com o da filha.
“Ana Clara, eu quero falar para a senhora que está aqui a minha solidariedade. Foi uma tragédia o que aconteceu. Eu não consigo imaginar o que é perder uma filha de 5 anos de idade”, afirmou.
Mais tarde, Lula também acabou confundindo o nome da filha com o da mãe.

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Ana Clara Gomes Machado morreu em 2 de fevereiro de 2021, quando brincava em frente de casa com o irmão, de 2 anos, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói.
Segundo denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o cabo Bruno Dias Delaroli disparou um fuzil em direção a uma área residencial, mesmo depois de moradores alertarem sobre a presença de famílias.
A perícia não encontrou vestígios de disparos de pistola que comprovassem a versão de troca de tiros apresentada pela defesa do agente.
Flávio passou a integrar a defesa do policial em 2024 e assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que determinou o julgamento pelo Tribunal do Júri. O pedido foi rejeitado.
Delaroli responde ao processo em liberdade, nega ter efetuado o disparo fatal e ainda não foi julgado. O júri, inicialmente previsto para outubro deste ano, foi remarcado para maio de 2027.
