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Brasil

Lupi aciona STF contra voto remoto de deputados na PEC dos Precatórios

Líder do PDT anunciou que vai entrar com ação no Supremo contra a autorização dada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira

04/11/2021 08:55, atualizado 04/11/2021 10:11
Antonio Cruz/ABr
Imagem do ministro da Previdência, Carlos Lupi, falando ao microfone em audiência

O presidente do PDT, Carlos Lupi, divulgou nota anunciando que acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a autorização do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, para que parlamentares em viagem votassem de forma remota na PEC dos Precatórios.

Foi o caso de 23 deputados. A Câmara aprovou, na madrugada desta quinta-feira (4/11), por 312 votos a 144, a emenda aglutinativa da proposta que trata da renegociação do pagamento de precatórios. Eram necessários 308 votos favoráveis para a aprovação do texto.

Confira o comunicado:

“Cumpre informar aos estimados companheiros que estou dando entrada agora, na parte da manhã, com uma ação no STF, contra a autorização do Presidente da Câmara Arthur Lira de autorizar a 23 parlamentares, em viagem, que votassem remotamente na PEC dos Precatórios, um cheque em branco que a Câmara deu ao sr. Lira e ao profeta da Ignorância.”

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Lupi não deixou claro quem seria o “profeta da ignorância” ao qual ele se refere na nota.

Os críticos à aprovação da PEC dos Precatórios afirmam que, além de irregularidades na própria votação, como o voto remoto, a proposta ainda  autoriza o governo a estourar o teto de gastos.

A situação fez com que uma crise se instalasse dentro do PDT. Ciro Gomes, por exemplo, suspendeu sua pré-candidatura à Presidência da República até que a bancada do partido reverta o apoio à PEC.

“Não podemos compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas”, diz o político em tuíte publicado nesta quinta.

Veja o post: