Lulistas celebram denúncia da PGR contra Bolsonaro e seus aliados

Denúncia contra Bolsonaro e outros 33 foi apresentada na noite desta terça (18/2) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet

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Os petistas Lindbergh Farias e Gleisi Hoffman durante evento. Enquanto Lindbergh fala, Gleisi o escuta, observando-o. Em sua frente, microfones - Metrópoles
1 de 1 Os petistas Lindbergh Farias e Gleisi Hoffman durante evento. Enquanto Lindbergh fala, Gleisi o escuta, observando-o. Em sua frente, microfones - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram rapidamente às redes sociais para celebrar a denúncia apresentada na noite desta terça-feira (18/2) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas.

Entre os primeiros a se manifestar estava o casal formado pela presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), e pelo também deputado Lindbergh Farias (RJ), que gravou um vídeo em conjunto. “Essa turma que tentou dar esse golpe tem que ser punida”, disse Lindbergh no vídeo.

Gleisi chamou de “contundentes” as provas colhidas pela Polícia Federal (PF). “É a verdade falando alto, para que todos paguem por seus crimes. E que nunca mais tentem fraudar eleições, depor governos legítimos, tramar assassinatos. Golpe e ditadura, nunca mais. Sem anistia!”, escreveu ela em seu perfil.


Entenda

  • O grupo de Bolsonaro foi denunciado pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
  • A denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) ocorre após uma força-tarefa da PGR analisar inquérito da Polícia Federal com mais de 884 páginas sobre as investigações que levaram ao indiciamento de 40 pessoas no total.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que o ex-presidente da República seria o líder de uma organização criminosa que atuou para planejar um golpe de Estado, que o manteria no poder mesmo após derrota para Lula nas eleições de 2022.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), lembrou que, se condenado, Bolsonaro pode pegar até 28 anos de cadeia. “Tarda, mas não falha”, publicou Randolfe nas redes sociais.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Marcio Macedo, que despacha no Palácio do Planalto, escreveu no X: “ Que ele [Bolsonaro] responda à Justiça, lhe sendo resguardado o direito à defesa e pague por todos os crimes!”.

O que diz a denúncia

O procurador-geral Paulo Gonet considerou que o ex-presidente da República seria o líder de uma organização criminosa que atuou para planejar um golpe de Estado, que o manteria no poder mesmo após derrota para Lula nas eleições de 2022.

“A organização tinha por líderes o próprio Presidente da República e o seu candidato a Vice-Presidente, o General Braga Neto. Ambos aceitaram, estimularam, e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra o bem jurídico da existência e independência dos poderes e do Estado de Direito democrático”, escreveu Gonet.
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Bolsonaro com líderes oposicionistas no Senado
Bolsonaro
O ex-mandatátio foi convidado para almoço no gabinete do Bloco Vanguarda pelos senadores Wellington Fagundes (PL-MT), Rogério Marinho (PL-RN), Carlos Portinho (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE)
Bolsonaro chega ao Senado para almoço com líderes da oposição
Ex-presidente Jair Bolsonaro chega ao Congresso Nacional para reunião com senadores da oposição
Bolsonaro almoça com líderes da oposição no Senado
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Bolsonaro almoça com líderes da oposição no Senado

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O ex-mandatátio foi convidado para almoço no gabinete do Bloco Vanguarda pelos senadores Wellington Fagundes (PL-MT), Rogério Marinho (PL-RN), Carlos Portinho (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE)

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Bolsonaro chega ao Senado para almoço com líderes da oposição
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Ex-presidente Jair Bolsonaro chega ao Congresso Nacional para reunião com senadores da oposição
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Ex-presidente Jair Bolsonaro chega ao Congresso Nacional para reunião com senadores da oposição

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A investigação da Polícia Federal concluiu que o golpe liderado por Bolsonaro só não se concretizou por “circunstâncias alheias à sua vontade”. Entre elas, estaria a resistência dos comandantes da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Baptista Junior, e do Exército, general Freire Gomes, em aderir ao plano.

De acordo com as investigações, o plano teve início ainda em 2021, com os ataques sistemáticos ao sistema eletrônico de votação, por meio de declarações públicas e na internet, e culminou na violência no dia 8 de janeiro, com a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

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