Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Lula se diz orgulhoso de Zeca Dirceu por chamar Guedes de "tchutchuca"

Em sua conta no Twitter, partido exibe manuscrito que atribui ao ex-presidente preso pela Lava Jato

09/04/2019 13:00, atualizado 09/04/2019 13:50
Compartilhar notícia
Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Lula se diz orgulhoso de Zeca Dirceu por chamar Guedes de “tchutchuca”

O PT divulgou, nesta terça-feira (9/4), um bilhete manuscrito cuja autoria atribui ao ex-presidente Lula e no qual ele parabeniza o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) por chamar o ministro da Economia, Paulo Guedes, de “tchutchuca”. A imagem do papelzinho foi publicada no Twitter do partido.

“Querido Zeca, estou muito orgulhoso da sua Bancada do PT, que teve um papel extraordinário no debate sobre a Previdência com o Guedes, ‘o destruidor dos pobres’. Zeca, parabéns por compará-lo a uma ‘tchutchuca’ na relação dele com os empresários”, escreveu Lula, que está preso há um ano na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato.

“Eu fiquei tão orgulhoso de você, que vou aprender a música da ‘tchutchuca e o tigrão’. Kkkk Abraços, Lula. 04/04/2019.”

No dia 3 de abril, durante audiência pública sobre a reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça na Câmara, Paulo Guedes caiu em uma provocação de Zeca Dirceu, que o acusou de ser “tigrão” com os aposentados, idosos de baixa renda e agricultores, mas “tchutchuca” com privilegiados.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O ataque do petista, filho do ex-ministro José Dirceu, também condenado na Lava Jato, levou à explosão final de Guedes, que reagiu com destempero fora do microfone. “Eu não vim aqui para ser desrespeitado, não. (…) tchutchuca é a mãe, é a avó, respeita as pessoas. (…) Isso é ofensa. Eu respeito quem me respeita. Se você não me respeita, não merece meu respeito”, afirmou.

Zeca começou as críticas perguntando qual a razão de Guedes começar as reformas com a da Previdência e não com alterações que afetassem os banqueiros.

A partir daí, o clima ficou insustentável e o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), teve que acabar com a audiência.