Lula readmite agente da Abin acusado de vazar dados

O agente de inteligência foi inocentado em um processo judicial sobre o suposto vazamento de dados da Abin em 2024

atualizado

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Agência Brasileira de Inteligência (Abin) - Metrópoles
1 de 1 Agência Brasileira de Inteligência (Abin) - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) readmitiu o ex-servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Cristiano Ribeiro, demitido pelo ministro da Casa Civil da Presidência, Rui Costa, em fevereiro de 2024. Como adiantou o Metrópoles, na coluna de Paulo Cappelli, após a demissão, o agente de inteligência foi inocentado em um processo judicial sobre o suposto vazamento de dados da Abin.

A readmissão está no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (30/12). Rui Costa assina a portaria que torna sem efeito a demissão e reintegra Cristiano ao cargo de agente de inteligência.

Cristiano Ribeiro havia sido demitido pelo próprio Rui Costa após a corregedoria da Abin apontá-lo como o autor do vazamento de informações publicadas em reportagem de 2020. À época, o chefe da Abin era Alexandre Ramagem, condenado a 16 anos e um mês de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A principal prova usada para demitir Cristiano Ribeiro — a foto da tela de um monitor — foi considerada inconclusiva pela perícia da Polícia Federal (PF).

Os peritos indicaram que, apenas com base na imagem, não era possível garantir que o computador usado para o vazamento era o mesmo utilizado por Ribeiro. Na ocasião, a PF chegou a fazer operações de busca e apreensão na sede da Abin.

Espiã atrapalhada

A investigação começou quando uma servidora da Abin disparou, por engano, um e-mail para outros 18 profissionais da agência. O e-mail continha o PDF vazado para pessoas de fora da Abin.

A corregedoria do órgão, então, investigou todos os servidores que abriram o arquivo enviado pela espiã atrapalhada. E, por exclusão, apontou Ribeiro como o responsável pelo vazamento. Em ofício enviado à Casa Civil, o ex-servidor da Abin negou ter cometido qualquer irregularidade.

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