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Brasil

Lula discute hoje com Pedro Sánchez acordo entre Mercosul e União Europeia

Lula conversa sobre o tratado por telefone nesta quarta (5/7) com o premiê da Espanha, país que assumiu a liderança da União Europeia

Ana Flávia Castro05/07/2023 07:17, atualizado 05/07/2023 07:18
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Ricardo Stuckert/Presidência da República
Imagem colorida mostra Lula e Pedro Sánchez

No dia seguinte após assumir a presidência temporária do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversa por telefone, nesta quarta-feira (5/7), com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Assim como o mandatário brasileiro no contexto sul-americano, a Espanha ocupa o cargo de liderança temporária no bloco europeu.

Conforme a agenda do brasileiro, a ligação telefônica está marcada para 15h, no horário de Brasília. Os dois líderes devem debater os próximos passos para concretizar o tratado de livre comércio entre os blocos, travado há mais de duas décadas, e dar continuidade ao diálogo aberto durante a visita do brasileiro a Madri, no final de abril.

Na ocasião, acompanhado de Sánchez, Lula chamou de “feliz coincidência” a chefia dos dois países nos respectivos blocos. Segundo ele, a presidência espanhola “permitirá avanços substantivos para a conclusão do acordo”.

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Lula e Pedro Sánchez
Lula e primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. O Brasil assume a liderança do Mercosul e a Espanha da União Europeia, no segundo semestre
Lula em coletiva ao lado do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, durante viagem a Madri em abril
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Lula em coletiva ao lado do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, durante viagem a Madri em abril

Ricardo Stuckert/PR
Lula e Pedro Sánchez
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Lula e Pedro Sánchez

Ricardo Stuckert/Presidência da República
Lula e primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. O Brasil assume a liderança do Mercosul e a Espanha da União Europeia, no segundo semestre
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Lula e primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. O Brasil assume a liderança do Mercosul e a Espanha da União Europeia, no segundo semestre

Ricardo Stuckert/Presidência da República

Carta adicional “inaceitável”

Durante a abertura da cúpula de chefes de Estado do Mercosul – bloco integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, nessa terça-feira (4/7), Lula enfatizou que mantém “vontade política” para colocar a medida em prática. No entanto, afirmou que é importante que o Mercosul apresente à União Europeia uma resposta “firme e contundente”.

“O Instrumento Adicional apresentado pela União Europeia em março deste ano é inaceitável. Parceiros estratégicos não negociam com base em desconfiança e ameaça de sanções. É imperativo que o Mercosul apresente uma resposta rápida e contundente”, defendeu Lula aos presentes na solenidade.

O petista ainda foi enfático ao dizer que o bloco não vai se satisfazer apenas com o “eterno papel de exportadores de matérias-primas” e que, para que possam exigir isso em negociações, é necessário ter maior “integração e articulação”.

Horas antes, durante participação do programa semanal Conversa com o Presidente, Lula também se queixou sobre os diálogos que teve com pares europeus. O mandatário salientou que não será feito um tratado em “que eles ganhem e a gente perca”.

Especialistas consultados em reportagem do Metrópoles avaliam que, tanto do lado brasileiro quanto do bloco europeu, temáticas como meio ambiente, comércio, direitos trabalhistas e humanos têm bloqueado a proposta. Mesmo depois de décadas na tentativa de convergir em um texto comum, ainda há muito a ser feito para que o tratado seja concretizado.

Acordo comercial

O acordo de livre comércio entre os dois blocos está em negociação desde 1999, e foi assinado 20 anos depois, no início da gestão de Jair Bolsonaro (PL). Mas ainda não foi ratificado e, portanto, não entrou em vigor.

Para que isso ocorra, o texto precisa ser aprovado pelos parlamentares de todos os países membros dos dois blocos econômicos, além de passar por procedimentos internos de ratificação.

Caso seja concluído, o documento criará a maior zona de livre comércio no mundo, englobando 32 países – 27 do lado europeu, e cinco do Mercosul: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e, possivelmente, a suspensa Venezuela. A proposta soma 780 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços) combinado de US$ 20 trilhões (R$ 100 trilhões).

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