Lula fala em reforçar defesa contra invasões estrangeiras

Chefe do Planalto se reuniu com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e defendeu cooperação no setor de Defesa

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Presidente Lula
1 de 1 Presidente Lula - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou preocupação com a guerra no Oriente Médio, em evento no Planalto nesta segunda-feira (9/3), e defendeu que o Brasil invista em defesa para se prevenir contra invasões estrangeiras.

Em discurso durante encontro com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, Lula defendeu aumento da cooperação entre Brasil e o país sul-africano na área da Defesa e afirmou que países precisam “se preparar” para risco de invasões.

“Aqui [na América do Sul] ninguém tem bomba nuclear, bomba atômica. Aqui, os nossos drones são para a agricultura, para a ciência e tecnologia, e não para a guerra. Então nós pensamos em defesa como dissuasão”, disse Lula.

Em seguida, o presidente complementou: “Mas eu não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente“.

“Essa é uma coisa que o Brasil tem necessidade similar à necessidade da África do Sul, e que, portanto, precisamos juntar o nosso potencial e ver o que a gente pode produzir junto, construir junto. Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, nós poderemos produzir“, ressaltou.

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Lula durante evento no Palácio do Planalto
Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, durante encontro com Lula no Palácio do Planalto
Lula e Ramaphosa durante encontro no Palácio do Planalto
Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, durante encontro com Lula no Palácio do Planalto
Lula e Ramaphosa durante encontro no Palácio do Planalto
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Lula e Ramaphosa durante encontro no Palácio do Planalto

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Preocupação com a situação no Irã

O presidente Lula manifestou preocupação com a escalada do conflito no Oriente Médio e afirmou que o aumento das tensões “representa uma grave ameaça à paz e à segurança internacional”.

“Esses conflitos produzem efeitos deletérios sobre as cadeias de energia, insumos e alimentos. São os mais vulneráveis, sobretudo, mulheres e crianças, que sofrem o impacto mais severo dessas crises”, disse o presidente.

Foi a primeira declaração pública do presidente sobre o tema desde a operação militar dos EUA e de Israel contra Teerã, em 28 de fevereiro. Lula também defendeu uma solução pacífica para o conflito.

“Diálogo e diplomacia constituem o único caminho viável para construção de uma solução duradoura”, defendeu.

Encontro com Ramaphosa

Além da cooperação na área da Defesa, Lula e Ramaphosa destacaram a importância de aprimorar parcerias comerciais. Em 2025, o fluxo comercial entre Brasil e África do Sul ficou em US$ 2,3 bilhões. O presidente brasileiro afirmou que “não existe nenhuma explicação” para que a troca não alcance a marca de US$ 10 bilhões.

Durante a visita do chefe de Estado sul-africano, representantes dos dois países assinaram atos de cooperação nas áreas de Turismo e de Comércio e Investimentos.

Após o encontro, Lula afirmou que o Brasil e a África do Sul podem trabalhar juntos na exploração de terras raras e minerais críticos. O petista também afirmou que investir na exploração desses materiais em território nacional é “uma questão de tomada de decisão política”.

“Nossos países também possuem grande potencial na área de minerais críticos, essenciais para a transição energética e digital em curso. Queremos repensar o papel da exploração dos recursos naturais e fortalecer as cadeias produtivas em nossos territórios”, disse Lula.

“Chega, já levaram toda a nossa prata, já levaram todo o nosso ouro, já levaram todo o nosso diamante, já levaram todo o nosso minério de ferro, o que mais querem levar? Quando é que a gente vai aprender que Deus colocou toda essa riqueza para nós e nós ficamos dando para os outros?”, questionou Lula.

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