Lula diz que Trump atrapalha o compromisso de países ricos com o clima
Para Lula, a saída dos EUA do Acordo de Paris e o incentivo à perfuração de poços de petróleo dificultam a luta contra a crise climática

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quarta-feira (12/2), que as recentes decisões do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, podem atrapalhar a luta mundial contra as mudanças climáticas.
“Pelo comportamento do presidente americano, vai ficar mais difícil os mais ricos se comprometerem a ajudar a salvar o planeta”, afirmou.
As críticas de Lula ocorrem desde que Trump anunciou a retirada dos EUA do Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento global. O novo presidente dos Estados Unidos também incentiva a perfuração de novos poços de petróleo, o uso de carros a combustão e, mais recentemente, a volta dos canudos de plástico.
Além disso, Trump conta com o apoio do Congresso, de maioria republicana, para avançar com agenda ambiental criticada por especialistas da área.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesLula também mandou indireta ao bilionário Elon Musk, dono da rede X e chefe do Departamento de Eficiência Governamental dos EUA.
“Ninguém precisa ser tão rico a ponto de querer procurar um terreno pra comprar em Marte ou no Sol ou na Lua. Vamos transformar a vida no Planeta Terra mais feliz e que todos tenham o que comer”, destacou.
“Cabeça de nordestino”
Lula tratou com bom humor o acidente doméstico sofrido em outubro. Questionado sobre o episódio, Lula disse que tem “cabeça grande, cabeça de nordestino”.
“Eu digo para todo mundo o seguinte: eu nunca estive doente. Eu caí, como tenho cabeça grande, cabeça de nordestino, eu tive um pequeno problema, mas agora estou 100%”, ressaltou o presidente.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasAs declarações foram dadas em entrevista à rádio Diário FM, de Macapá (AP), na manhã desta quarta. O presidente tem viagem marcada para a capital do Amapá nesta quinta (13/2).
Em outubro, o chefe do Planalto caiu no banheiro de casa, no Palácio do Alvorada, e bateu a cabeça. Em dezembro, após o acidente, o presidente passou por uma série de procedimentos cirúrgicos para drenar sangramento no cérebro, decorrente da queda.



