Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026Brasil

Lula diz que Flávio Bolsonaro copiou plano do governo para comprar dívidas

Presidente afirma que já enviou ao Congresso proposta de renegociação de dívidas com descontos de até 95%

23/10/2026 23:10
Reprodução/ TV Globo
Lula durante debate na TV Globo - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de copiar uma proposta do governo federal para comprar e renegociar dívidas de brasileiros inadimplentes.

A declaração se deu durante o debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23/10), a dois dias do segundo turno das eleições presidenciais.

“Primeiro, quando ele fala que vai comprar dívidas de devedores, ele está copiando uma coisa que eu já mandei para o Senado, e ele sabe disso”, afirmou Lula.

O petista disse que a iniciativa prevê leilões com instituições financeiras para adquirir dívidas com descontos de até 95%. “Isso nós já fizemos, nós já fizemos”, acrescentou.

A proposta mencionada pelo presidente corresponde ao Desenrola Brasil 3.0, instituído pela Medida Provisória (MP) nº 1.393, de 25 de setembro de 2026. O texto está em vigor, mas ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A medida autoriza a União a comprar carteiras de dívidas com desconto mínimo de 90% e prevê até R$ 15 bilhões em recursos para as aquisições.

Flávio também defende a compra de dívidas de brasileiros, mas propõe condições adicionais.

O senador prometeu congelar os pagamentos por seis meses para pessoas físicas e por um ano para empresas, caso seja eleito. A proposta prevê a renegociação dos débitos com juros menores e prazos mais longos.

Lula também citou o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), previsto em lei sancionada na quarta-feira (21/10).

“Como nós fizemos ontem, sabe, um perdão de quase R$ 15 bilhões, de 4 milhões de pessoas que estavam devendo uma dívida ativa com o governo”, declarou.

Segundo estimativas divulgadas pelo Executivo, a medida poderá beneficiar mais de 3,6 milhões de microempreendedores, com a remissão de mais de R$ 18,7 bilhões em débitos.

O presidente ainda defendeu a política econômica do governo e associou a redução da dívida pública ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

“Eu quero fazer a economia crescer, porque, quanto mais a economia crescer, mais a gente vai poder diminuir a dívida em relação ao PIB e gerar os empregos necessários”, afirmou.