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Brasil

Lula critica militares após vandalismo no DF: "Nenhum general se moveu"

Lula criticou atuação da Polícia Militar do DF e de generais nos atos de vandalismo promovidos por bolsonaristas no último domingo (9/1)

, , , 09/01/2023 20:43, atualizado 09/01/2023 20:53
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Presidente Lula se reúne com governadores para debater medidas contra terrorismo. Na imagem, ele gesticula, segurando um microfone e sentado diante de bandeira do país - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta segunda-feira (9/1), a omissão e conivência de generais nos atos de vandalismo promovidos por bolsonaristas nos prédios dos Três Poderes, em Brasília.

“Nenhum general se moveu para dizer ‘não pode acontecer isso’, ‘é proibido pedir isso’, ‘nós não vamos fazer isso'”, declarou Lula. O petista também criticou diversas vezes a atuação dos policiais durante os atos de vandalismo, e acusou integrantes das Forças Armadas de conivência com bolsonaristas extremistas.

“A polícia de Brasília negligenciou. A inteligência de Brasília negligenciou”, disse. “É fácil a gente ver nas gravações os policiais conversando com os agressores.”

Terror em Brasília

Depois de uma tarde de depredações em prédios dos Três Poderes: Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, ainda no domingo (8/1), uma intervenção federal na segurança pública do DF.

Além de mobílias e vidros depredados, os criminosos quebraram e roubaram obras de arte dos respectivos locais.

A medida assinada por Lula valerá, inicialmente, até 31 de janeiro. Com o decreto, a Polícia Militar, a Polícia Civil, as polícias penais e todas as forças de segurança pública passam a responder ao governo federal.

O documento permite, ainda, que as Forças Armadas atuem em Brasília para a retomada da ordem pública. O objetivo é frear a depredação e a ação que manifestantes bolsonaristas promovem na capital.

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