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Lula avalia ir à posse do direitista Kast, presidente eleito do Chile

Líder da direita chileno é comparado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os dois já se encontraram no fim de janeiro, no Panamá

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Ricardo Stuckert/PR
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1 de 1 kast-lula-ricardo-stuckert - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia participar da posse do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast. Nos bastidores, o próprio chileno e assessores têm insistido para que o brasileiro compareça à cerimônia, marcada para 11 de março.

A viagem, porém, ainda não está definida. Lula precisa discutir o tema com auxiliares e verificar se a agenda coincide com as datas em negociação para uma ida aos Estados Unidos.

Na avaliação do Palácio do Planalto, caso haja conflito de datas, a prioridade seria um encontro com Donald Trump. A reunião com o líder norte-americano, em Washington, ainda não tem data confirmada, mas o governo brasileiro trabalha com a expectativa de que ocorra em março, possivelmente na segunda quinzena.

A eleição de Kast encerrou o ciclo de quatro anos em que o Chile foi governado pelo esquerdista Gabriel Boric, aliado de Lula na região.

Kast é frequentemente descrito como uma espécie de “Jair Bolsonaro chileno”. Antes de ser eleito, chegou a chamar Lula de “bandido”.

Apesar das diferenças ideológicas, os dois tiveram um encontro bilateral no fim de janeiro, à margem de um fórum internacional realizado no Panamá. Na ocasião, discutiram combate ao crime organizado, relações comerciais, energia renovável e turismo.

Segundo interlocutores do presidente brasileiro, Kast teria ficado “encantado” com Lula. A conversa formal durou cerca de 1h30 e foi seguida por um momento informal, com troca de broches com as bandeiras dos dois países. A esposa do chileno, Pía Adriasola, também pediu para tirar uma foto com o presidente brasileiro.

Depois do encontro, o próprio presidente eleito chileno afirmou que ele e o petista concordam que a relação entre os dois é “de Estado”, para além das diferenças ideológicas.

“Concordamos que esta é uma relação de Estado, para além das diferenças ideológicas que possam existir, exceto durante uma candidatura. É diferente quando alguém representa um país: cada um se estabelece em seu país e busca o melhor para seus compatriotas”, afirmou o chileno.

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