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Brasil

Lula a big techs: "Se não quiserem regulação, que saiam do Brasil"

Lula rebateu trechos da carta enviada pelo governo de Donald Trump para justificar a imposição de tarifas

06/08/2025 16:47, atualizado 06/08/2025 16:57
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou pontos da carta enviada pelo governo dos Estados Unidos para justificar a imposição de tarifas de 50% a produtos brasileiros. Um dos trechos apontados diz respeito à tentativa de regulamentar no Brasil as plataformas digitais, que são as big techs donas de redes sociais. O chefe do Planalto defendeu que empresas norte-americanas que “não quiserem regulação, saiam do Brasil”.

“Ele [Trump] não admite que empresas americanas sejam reguladas. Este país é soberano, tem uma Constituição, uma legislação. É da nossa obrigação regular o que quisermos regular, de acordo do interesse e da cultura do povo brasileiro. Se não quiserem regulação, que saiam do Brasil. Não existe outro mecanismo. Da mesma forma que nos EUA uma empresa brasileira é obrigada a seguir a legislação americana”, ressaltou.

Confira a entrevista completa:

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A declaração ocorreu durante entrevista à agência de notícias Reuters, nesta quarta-feira (6/8).

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Ao longo da conversa, o petista também rebateu pontos que tratam de um suposto déficit comercial dos Estados Unidos em relação ao Brasil. Lula ainda criticou a tentativa de interferência no processo judicial a qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) responde por tentativa de golpe de Estado.

“O primeiro erro da carta é esse, achar que pode dar ordem para uma Suprema Corte parar com um processo. A segunda é uma inverdade, dizer que está fazendo taxação por conta do déficit comercial dos EUA. Ele é superavitário com o Brasil. Nos últimos 15 ou 16 anos, tiveram superávit de US$ 410 bilhões com relação ao Brasil. 74% dos produtos americanos que vem pra cá pagam 0% de imposto, dos que pagam, os 8 principais pagam 0%. E a média é de 2,7%. Portanto, não há nada de anormal na nossa relação comercial com os EUA”, disse o petista.