Lindbergh: dinheiro de Vorcaro pode ter financiado “traição” de Eduardo nos EUA
Deputado federal comentou o pagamento feito por Daniel Vorcaro, de cerca de R$ 61 milhões, para produção de filme sobre Jair Bolsonaro
atualizado
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (14/5), que os R$ 61 milhões pagos por Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, podem ter sido usados para financiar “as ações de traição e coação de Eduardo Bolsonaro’ nos Estados Unidos.
Na quarta-feira (13), o portal The Intercept Brasil revelou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme sobre Bolsonaro. Os recursos foram solicitados pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“O dinheiro que o Vorcaro mandou para os Estados Unidos, R$ 61 milhões de reais, foi para Eduardo Bolsonaro contratar escritório de advocacia de lobby para fazer uma campanha contra o Brasil, as tarifas, sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles queriam impedir o julgamento de Jair Bolsonaro. Não foi para filme nenhum”, afirmou o deputado.
No vídeo, que foi publicado nas redes sociais, Lindbergh explica que “esses 61 milhões cai na conta nos Estados Unidos entre fevereiro e maio, desses aí, teve US$ 2 milhões que foi para o fundo Havengate, que era do Eduardo Bolsonaro e é administrado por ele”.
O parlamentar afirmou ainda que, Paulo Calixto, o advogado do Eduardo Bolsonaro é o sócio administrador do fundo Havengate, que fica localizado no Texas, onde mora o filho 03 de Jair Bolsonaro.
“Então não era um filme, na verdade, o filme era um código. Quando o Flávio Bolsonaro falava com ele, o verdadeiro filme era tentar livrar a cara de Jair Bolsonaro, fazendo uma campanha contra o Brasil”, concluiu o petista.
Áudio
Diálogos divulgados pelo The Intercept mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro falando sobre o filme. Uma das conversas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.
Segundo o Intercept, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O valor total negociado chegaria a R$ 134 milhões – mas não há evidências, segundo o site, de que todo o dinheiro tenha sido repassado.
