Liderança evangélica fala em “expulsar demônio da Presidência”

Protesto na Avenida Paulista teve momento inter-religioso, com representantes de cultos pedindo o impeachment de Bolsonaro

atualizado 02/10/2021 17:02

Gabriela Marçal/Metrópoles

São Paulo – O protesto contra o presidente Jair Bolsonaro realizado neste sábado (2/10) na Avenida Paulista, contou com um movimento inter-religioso, com representantes de comunidades zen, espíritas, católicas e evangélicas, que discursaram na manifestação. Segundo a organização do ato inter-religioso, só não participaram representantes de religiões de matriz africana porque a data coincidiu com as comemorações de São Cosme e Damião.

O pastor Ribamar Passos, que lidera frente da coalizão evangélica contra Bolsonaro, abriu o ato. Mas as críticas mais contundentes partiram de Jamal Oliveira, integrante da Bancada Evangélica Popular. A entidade se define como “um coletivo de lideranças de igrejas e movimentos sociais evangélicos que desejam participar de forma direta na política”.

“Estou aqui para dizer que os evangélicos não são capachos de Bolsonaro. Os evangélicos são muitos, não são um bloco só. Estamos aqui na rua para dizer que, com muita força e luta, nosso povo vai expulsar esse demônio da Presidência. Esse demônio que está causando fome, morte, solidão e desalento ao nosso povo. Isso não combina com a nossa fé”, disse Jamal, de cima do principal carro de som do protesto, o trio elétrico Demolidor, que já foi usado por Ivete Sangalo.

Jamal também mencionou, em seu discurso, os evangélicos que apoiam Bolsonaro. “Não vamos permitir que nossos irmãos e irmãs continuem sendo enganados por esses absurdos que essa turma está fazendo na manipulação do povo evangélico. Nossos crentes estão nas ocupações, nas escolas, nas universidades, nas fábricas, e nós vamos mostrar cada vez mais que estamos organizados na luta. Precisamos transformar nossa nação e não deixar na mão de quem quer usar nosso povo”, afirmou.

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