Líder do PT rebate União e PP sobre IOF: não é aumento de imposto

Nesta quarta (11/6), União Brasil e PP se juntaram à oposição do governo no Congresso e anunciaram que vão travar alternativas ao IOF

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotos
Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias
1 de 1 Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotos

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), reagiu ao anúncio feito pelo União Brasil e PP, nesta quarta-feira (11/6), de que eles serão contra as medidas colocadas na mesa pelo governo Lula como alternativa ao reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O petista afirmou ver inconsistências no poscisionamento e rebateu a alegação de que as medidas representariam aumento de impostos.

“Nós não aceitamos essa tese de descalabro das contas, pelo contrário . E nós não achamos que cobrar dos mais ricos é aumentar imposto. Eu volto a dizer, tem um erro conceitual. O nome disso é gasto tributário”, afirmou o líder do PT.

Mais cedo nesta quarta, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, afirmou que ninguém ganha com um governo pesado e que taxar não é a saída, mas sim o corte de despesas. “Vamos reunir as bancadas do Senado e da Câmara para fechar questão contra qualquer aumento de imposto que não venha acompanhado de corte de despesas”, disse.

Para Lindbergh, há um “erro conceitual” na discussão. O deputado defende que revisar benefícios tributários é fundamental e que, na proposta que será apresentada pelo governo ao Congresso, o aumento de imposto viria, apenas, no caso das bets.

“E alguém é contra que as bets paguem mais em um momento como esse? [Elas] estão pagando menos que empresas, que instituições financeiras”, expõe Lindbergh.

Medida provisória

O anúncio feito pelo União Brasil e PP ocorre em meio à expectativa de envio de uma medida provisória ao Congresso Nacional, em que conste as medidas do governo para contornar a elevação das alíquotas do IOF e garantindo o déficit zero.

Como adiantado pelo ministro no último domingo (8/6), a Fazenda apostará nas seguintes medidas para revisar o decreto do IOF e, em contrapartida, garantir o equilíbrio da meta fiscal:

  • Cobrar alíquota de 5% sobre os títulos isentos de Imposto de Renda, como LCI, LCA, CRI e CRA;
  • Reduzir em 10% os benefícios tributários;
  • Aumentar a taxação das bets dos atuais 12% para 18%; e
  • Acabar com a taxa de 9% da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) das empresas. Atualmente, a CSLL tem alíquotas de 9%, 15% e 20%.

Dias depois, o ministro informou duas novas medidas:

  • Fixar em 17,5% a alíquota de Imposto de Renda sobre rendimentos de aplicações financeiras. Hoje, a cobrança é feita de forma escalonada, de 15% a 22,5% — que varia conforme o prazo de investimento.
  • Elevar de 15% para 20% a cobrança do IR sobre a distribuição dos chamados “juros sobre capital próprio”, o JCP.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?