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Brasil

LDO e licenciamento serão "termômetro" para nova base, avalia Gleisi

Ao Metrópoles, a ministra afirmou que "recomposição" da base deve ajudar na aprovação de projetos na Câmara

16/10/2025 19:37, atualizado 16/10/2025 21:51
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann

O governo federal enfrentará, nos próximos dias, votações importantes que vão testar a nova base que está sendo montada a partir da redistribuição de cargos no Executivo. De acordo com a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), a análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e dos vetos à Lei Geral do Licenciamento Ambiental será um “termômetro” para essa nova composição.

“Nós queremos, obviamente, votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que é importante. O ministro Fernando Haddad tem se reunido com os membros do Congresso, com o presidente [do Senado, Davi] Alcolumbre, presidente [da Câmara] Hugo Mota, inclusive para fazer essa recomposição da receita”, disse a ministra em entrevista exclusiva ao Metrópoles.

A ministra ressaltou que a decisão do Congresso de deixar caducar a medida provisória (MP) alternativa ao IOF derrubou medidas propostas pelo governo para cortar gastos.

“Foi derrubada receita e corte de despesas, é bom se dizer isso, que foram derrubadas na 1303 e eu espero que nessa recomposição a gente consiga garantir que esses projetos sejam aprovados”.

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Em relação aos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à lei do licenciamento, a ministra frisou que o governo está disposto a negociar.

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“Nós estamos abertos a negociação. Já fizemos contato com a presidenta da comissão da medida provisória, também com o relator. Acho que se sentar e negociar, não tem porque derrubar os vetos do presidente”, pontuou.

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Pente-fino

Nos últimos dias, Gleisi passou a fazer um limpa em cargos de indicados do Centrão que votaram contra pautas determinantes para o governo. A gota d’água foi a derrubada da medida provisória 1303/2025, que trazia medidas para aumentar a arrecadação e equilibrar as contas públicas.

Ao Metrópoles, a ministra destacou que os cortes vão continuar nos próximos dias e que deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para definir as indicações.

“Não há justificativa de que quem compõe o governo vote contra o governo. Nós avaliamos que era importante tirar esses cargos para que a gente reorganize a base. [Saber] quais são os deputados que estarão conosco. Eu acho que esses têm que ser prestigiados”, ressalta.

Confira a entrevista na íntegra: