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Equipes da Lava Jato deflagraram mais uma fase da operação nesta sexta-feira (10/8). Entre os mandados expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, está uma ordem judicial de prisão para João Paulo Julio de Pinho Lopes, ligado à corretora carioca Advalor Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

Segundo os investigadores, a ação é resultado da delação premiada do ex-subsecretário de Transportes do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Velloso. Ele afirmou que teria usado conta na corretora para receber dinheiro de propina oriundo de construtoras destinado ao ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes e para o deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), que também foi secretário de Transportes do Rio.

O acordo de delação foi homologado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado. Em maio deste ano, ele determinou uma busca e apreensão na casa de Nardes, quando foram apreendidos documentos e celulares.

 

Velloso também foi interrogado pelo juiz Marcelo Bretas, em processo sobre denúncias de corrupção na construção da Linha 4 do metrô do Rio. Ao depor, contou que R$ 3,5 milhões pagos por empreiteiras como propina passaram pela Advalor.

Há suspeitas de que a corretora seria intermediária de propina vinda de contratos entre a Petrobras e construtoras.

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