Caso Miguel: Sarí Corte Real é indiciada por abandono de incapaz

Agora o caso segue para o Ministério Público, a quem caberá fazer a denúncia. O garoto faleceu no dia 2 do mês passado

atualizado 01/07/2020 17:53

Mirtes, Miguel e SariArquivo Pessoal

A primeira-dama de Tamandaré, Sarí Corte Real, foi indiciada nesta quarta-feira (01/07) pela Polícia Civil de Pernambuco por abandono de incapaz. A ação resultou na morte do menino Miguel Otávio, que caiu de um prédio de luxo, no dia 02 do mês passado. As informações foram repassadas em coletiva de imprensa transmitida pela internet.

De acordo com delegado Ramon Teixeira, responsável pela investigação, o abandono de incapaz ocorreu de forma dolosa, com intenção, por Sarí. Porém, o resultado da morte poderia ter acontecido não apenas pela queda, mas por várias outras possibilidades de risco no prédio.

“A criança, da qual a gente tanto falou, tinha 5 anos de idade, ela sequer poderia ficar desacompanhada no elevador”, explicou Ramon Teixeira, ressaltando que Sarí, inclusive, infringiu uma lei municipal, que proíbe a presença de menores de dez anos desacompanhados em elevadores.

O crime tem  pena prevista de quatro a 12 anos de reclusão. Agora o caso segue para o Ministério Público, a quem caberá fazer a denúncia. A promotoria poderá concordar ou não com o indiciamento feito pela polícia. Sarí só será considerada réu caso a denúncia oferecida pelo MPPE seja aceita pela justiça.

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Relembre o caso

Miguel Otávio, de 5 anos, morreu na terça-feira (02/06) ao cair do prédio de um condomínio de luxo onde Mirtes e a mãe trabalhavam. No momento do ocorrido, a criança estava sob os cuidados da esposa de Hacker, Sarí Corte Real, que foi presa em flagrante e liberada após pagamento de fiança de R$ 20 mil.

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