Justiça mantém participação de Jairinho em júri do caso Henry Borel

O acusado pela morte do menino de 4 anos fez um pedido de liminar para não participar do julgamento marcado para março

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Aline Massuca/Metrópoles
Depoimento do Dr Jairinho no TJ durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro 1
1 de 1 Depoimento do Dr Jairinho no TJ durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro 1 - Foto: Aline Massuca/Metrópoles

O Tribunal de Justiça do estado (TJRJ) rejeitou o pedido da defesa do ex-vereador do Rio de Janeiro Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, e manteve a participação do réu no júri do assassinato do menino Henry Borel, de 4 anos. O julgamento está marcado para 23 de março.

O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal, manteve o andamento do processo e do julgamento e rejeitou pedido de liminar em habeas corpus.

A defesa de Jairinho solicitou a suspensão cautelar do processo para aguardar o resultado de outros recursos em instâncias superiores para “sanar flagrantes ilegalidades processuais”.

Mas, na decisão, o magistrado entendeu que não ficou demonstrado que a falta da resposta do recurso poderia provocar um dano grave ou de difícil reparação para a concessão da liminar.

Justiça mantém participação de Jairinho em júri do caso Henry Borel - destaque galeria
14 imagens
Leniel Borel - pai de Henry Borel
Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel
Justiça mantém participação de Jairinho em júri do caso Henry Borel - imagem 4
Leniel Borel, pai do menino Henry
Em 8 de março de 2021, Henry Borel, de 4 anos, foi levado ao hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com diversas lesões graves pelo corpo. Na época, a mãe do menino, Monique, e o padrasto, Jairinho, disseram à polícia que ele tinha sofrido um acidente doméstico e precisava de socorro
Leniel Borel era pai menino Henry e espera uma filha agora
1 de 14

Leniel Borel era pai menino Henry e espera uma filha agora

Foto: Instagram/Reprodução
Leniel Borel - pai de Henry Borel
2 de 14

Leniel Borel - pai de Henry Borel

Reprodução
Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel
3 de 14

Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel

Aline Massuca/Metrópoles
Justiça mantém participação de Jairinho em júri do caso Henry Borel - imagem 4
4 de 14

Aline Massuca/Metrópoles
Leniel Borel, pai do menino Henry
5 de 14

Leniel Borel, pai do menino Henry

Aline Massuca/Metrópoles
Em 8 de março de 2021, Henry Borel, de 4 anos, foi levado ao hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com diversas lesões graves pelo corpo. Na época, a mãe do menino, Monique, e o padrasto, Jairinho, disseram à polícia que ele tinha sofrido um acidente doméstico e precisava de socorro
6 de 14

Em 8 de março de 2021, Henry Borel, de 4 anos, foi levado ao hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com diversas lesões graves pelo corpo. Na época, a mãe do menino, Monique, e o padrasto, Jairinho, disseram à polícia que ele tinha sofrido um acidente doméstico e precisava de socorro

Reprodução redes sociais
Jairinho e Monique foram presos e respondem por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica. O caso aguarda para ser julgado pela Justiça
7 de 14

Jairinho e Monique foram presos e respondem por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica. O caso aguarda para ser julgado pela Justiça

Aline Massuca/Metrópoles
Henry Borel
8 de 14

Henry Borel

Reprodução/ redes sociais
Depois do caso vir à tona, uma ex-namorada de Jairinho contou à polícia que durante o relacionamento com o vereador, ele agrediu a filha dela, que na época tinha 4 anos
9 de 14

Depois do caso vir à tona, uma ex-namorada de Jairinho contou à polícia que durante o relacionamento com o vereador, ele agrediu a filha dela, que na época tinha 4 anos

Agência Brasil
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
10 de 14

Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal
A professora é acusada de matar o filho de 4 anos com o ex-namorado, o ex-vereador Jairinho
11 de 14

A professora é acusada de matar o filho de 4 anos com o ex-namorado, o ex-vereador Jairinho

Aline Massuca/Metrópoles
Leniel Borel, pai do menino Henry morto em 8 de março. A ex-esposa dele, Monique, e o ex-namorado dela, o vereador Jairinho, são acusados pela morte
12 de 14

Leniel Borel, pai do menino Henry morto em 8 de março. A ex-esposa dele, Monique, e o ex-namorado dela, o vereador Jairinho, são acusados pela morte

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Pai de Henry Borel faz homenagem ao filho no Dia das Crianças
13 de 14

Pai de Henry Borel faz homenagem ao filho no Dia das Crianças

Reprodução
A mãe de Henry já havia participado do primeiro julgamento
14 de 14

A mãe de Henry já havia participado do primeiro julgamento

Aline Massuca/Metrópoles

“Para a concessão é necessário demonstrar dados concretos e que comprovem, de modo que, em sede de cognição sumária, se constate a plausibilidade do direito invocado e, por consequência, o risco de que o provimento jurisdicional almejado seja inutilizado diante de eventual demora na prestação jurisdicional.”

Relembre o caso

Henry Borel Medeiros era um menino de 4 anos quando foi assassinado em março de 2021 no Rio de Janeiro. A investigação policial apontou que ele foi vítima de tortura e violência pelo padrasto, o médico e então vereador Dr. Jairinho, com a conivência da mãe, Monique Medeiros.

O caso teve grande repercussão e levou à criação da Lei Henry Borel, que endureceu as leis contra a violência infantil. A legislação cria mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes no Brasil. Ela classifica o assassinato de menores de 14 anos como crime hediondo e estabelece medidas protetivas específicas, como o afastamento do agressor e o acompanhamento de assistentes sociais.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?