Justiça decreta perda de posto e patente de capitão da Rota em SP

Douglas Takahashi, oficial da PM de São Paulo, é acusado de envolvimento com quadrilha especializada na importação de anabolizantes

atualizado

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Divulgação/PMSP
Capitão da Rota da PM de São Paulo perdeu o posto e patente após envolvimento em venda de anabolizantes ilegais
1 de 1 Capitão da Rota da PM de São Paulo perdeu o posto e patente após envolvimento em venda de anabolizantes ilegais - Foto: Divulgação/PMSP

São Paulo – Por unanimidade, a Justiça Militar de São Paulo decidiu declarar o capitão Douglas Takahashi indigno para o cargo e o posto exercido na Polícia Militar paulista. O oficial atuou como capitão na Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), conhecida como a tropa de elite da PM de São Paulo. Na decisão à qual o Metrópoles teve acesso, foi decretada a perda do posto e patente, além da cassação de medalhas, láureas e condecorações.

O julgamento do militar foi com base em um inquérito policial que apontou o envolvimento de Douglas Takahashi com uma quadrilha especializada em importar ilegalmente anabolizantes. O bando trouxe do Paraguai cerca de 3.500 unidades do produto entre os anos de 2015 e 2016.

O advogado do PM, Francisco Tolentino Neto, afirmou que já recorreu da decisão. “Não há que se falar em perda do posto e patente porque ainda há recursos pendentes de julgamento”, disse.

PF investigou o caso

De acordo com o juiz relator da ação no Conselho de Justificação, Orlando Eduardo Geraldi, a decisão foi tomada com base em depoimentos de testemunhas, provas periciais e documentais produzidas pela Polícia Federal.

“A quantidade de transferências bancárias on-line, (…) diálogos telefônicos interceptados com autorização judicial, as mais de 3.500 unidades de diversos esteroides anabolizantes e outras substâncias químicas ilegais, as etiquetas e frascos vazios e os mais de R$219 mil reais em moeda nacional apreendidos (…) na residência do justificante corroboram a mercancia ilícita”, escreveu o magistrado.

O juiz ressaltou ainda que as investigações revelaram que o oficial da PM praticou transgressões disciplinares de natureza grave, desonrosa, incompatíveis com a função militar e atentatória à instituição, ao Estado e aos direitos humanos fundamentais.

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