Justiça condena quadrilha que levou R$ 73 milhões da Lotofácil
Ministério Público Federal conseguiu condenação de cinco dos seis investigados pelo crime. Golpe ocorreu em 2014, em Tocantins
atualizado
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A Justiça Federal condenou, na quinta-feira (13/5), seis pessoas pela aplicação de um golpe na Caixa Econômica Federal, em uma agência de Tocantinópolis (TO). O crime foi descoberto após investigações da Operação Éskhara, da Polícia Federal, em 2014.
Um dos acusados, Márcio Xavier de Lima, se passou por ganhador da Lotofácil e levou R$ 73.094.415,90. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) em Tocantins, o golpe começou a ser planejado em outubro de 2013.
Além de Márcio Xavier, a quadrilha contava com participação de Robson Pereira do Nascimento, ex-gerente de uma agência da Caixa Econômica. Ele utilizou senhas para acessar os sistemas do banco e emitiu uma Declaração de Acréscimo Patrimonial (DAPLoto), atestando que o comparsa seria o ganhador do prêmio.
Os outros integrantes da quadrilha eram Alberto Nunes Tugueiro Filho, Ernesto Vieira de Carvalho Neto, Thalles Henrique de Freitas Caroso, Antônio Rodrigues Filho e Paulo André Pinto Tugueiro.
Eles foram denunciados por falsificação de documento público e uso de documento falso, lavagem de bens e valores, peculato e formação de organização criminosa. Todos os integrantes foram condenados a penas que variam entre 5 e 13 anos de prisão — exceto Paulo André, que foi absolvido por falta de provas.
Leia a íntegra da sentença:
2 – Sentenca Tipo D-1 -Caso Mega Sena by Rebeca Borges on Scribd
Dinâmica do crime
Ao se dirigir à agência bancária para retirar a DAPLoto, Márcio Xavier de Lima portava uma carteira de identidade falsificada com outro sobrenome: Márcio Xavier Gomes de Souza. O documento foi expedido pela Secretaria de Segurança Pública do Ceará a partir de uma certidão de nascimento também falsa.
“Iniciando o processo fraudulento, Robson do Nascimento abriu a conta em nome de Márcio Xavier Gomes de Souza com uso de comprovante de residência em nome de uma ex-funcionária de Ernesto Neto”, pontua o MPF.
Após realizar a transferência para a conta aberta em nome de Márcio Xavier Gomes de Souza, o ex-gerente fez outras 15 transferências para nove contas.
“A maior parte, R$ 42 milhões, foi transferida para a conta da pessoa jurídica Phama Transportes, administrada por Alberto Tugeiro e que tem como pessoa de confiança Antônio Rodrigues Filho. Destes, R$ 32 milhões foram depois transferidos para a conta de Talles Henrique e pulverizado para diversas outras contas em operações de menor vulto. Antônio Rodrigues também adquiriu sete veículos novos, todos emplacados em São Paulo. Ernesto adquiriu uma aeronave”, afirma o Ministério Público Federal.





