Justiça autoriza volta de Cabral a presídio com indícios de regalias

O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) entende que o ex-governador foi transferido antes de poder se defender das acusações

atualizado 15/06/2022 15:42

Sérgio CabralMemória EBC/Divulgação

Rio de Janeiro – A Justiça do Rio determinou que o ex-governador Sérgio Cabral retorne à Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, de onde foi transferido em maio devido a supostas regalias.

A determinação é da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), que alega que Cabral foi transferido antes de se defender das acusações. De acordo com o TJRJ, o ex-governador deverá aguardar no presídio da PM a conclusão do processo apuratório e a respectiva decisão judicial.

Desde 2016, quando foi preso, o ex-governador já passou por oito transferências, sendo esta a nona.

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Em nota ao Metrópoles, a defesa de Cabral afirmou que a decisão foi uma correção de um erro. “A corte corrigiu uma arbitrariedade baseada em suposições, jamais em fatos e provas. O ex-governador agora voltará à unidade da Polícia Militar”, disseram os advogados Patrícia Proetti, Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam o ex-governador.

O vaivém de Cabral

Quando preso, em novembro de 2016, Cabral foi levado para Bangu 8, no Complexo de Gericinó. Em maio de 2017, foi levado para Benfica, na zona norte do Rio. Já em janeiro de 2018, foi direcionado para o Complexo Médico de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR).

Em abril de 2018, voltou para Bangu 8. Até que em setembro de 2021, foi para o Batalhão Prisional da Polícia Militar, em Niterói, onde ficou até o dia 3 de maio.

Devido a suspeita de regalias, Cabral foi novamente transferido. Dessa vez, para Bangu 1, também no Complexo de Gericinó. Um dia depois, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que ele fosse levado para custódia no Corpo de Bombeiros.

O ex-governador foi levado inicialmente para o quartel do Humaitá, na zona sul do Rio. E, logo depois, foi encaminhado para o Grupamento Especial Prisional do Corpo de Bombeiros (CBMERJ), por determinação da Vara de Execuções Penais.

Sérgio Cabral é o único político ainda preso em regime fechado pelos desdobramentos da Operação Lava Jato. Ao todo, o ex-governador foi condenado a 436 anos de prisão.

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