Justiça afirma que Viúva da Mega-Sena é “indigna” de receber herança

A cabeleireira Adriana Almeida foi condenada a 20 anos de prisão por ser mandante da morte do ex-marido; ele havia ganhado na Mega-Sena

atualizado 04/04/2022 10:19

Fotografia colorida de Adriana Almeida, condenada pela morte de Rennê Senna. Ele, à esquerda da foto, usa boné azul. É um homem branco, velho, de barba rala e branca. Ela, à direita, é uma mulher branca, jovem, de cabelos loiros e longos. Os dois aparecem sorrindo, se abraçando.Arquivo Pessoal

Rio de Janeiro – A Justiça considerou Adriana Ferreira Almeida, a Viúva da Mega-Sena, indigna de receber qualquer parte da herança do ex-marido. Adriana foi condenada a 20 anos de prisão por ser mandante do assassinato de Renê Senna, em janeiro de 2007.

“Em razão da participação da ré no homicídio do genitor da autora, defende a sua exclusão da sucessão pela configuração de indignidade”, diz parte do documento, assinado pelo juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, titular da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito.

Adriana disputa a herança com a família de Renê há 15 anos. Em 2018, a Justiça já havia decidido que o testamento que a beneficiava era inválido. Como parte da herança, estão um sítio de 9,3 quilômetros quadrados e o prêmio de R$ 52 milhões da Mega-Sena, hoje avaliado em R$ 90 milhões.

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Crime

Renê Senna foi lavrador por boa parte de sua vida. Depois de ter as duas pernas amputadas por sequelas da diabetes, passou a vender doces à beira da estrada, em Rio Bonito, na região metropolitana do Rio. Até que, em 2005, ganhou R$ 52 milhões no sorteio 679 da Mega-Sena.

Um ano depois, em 2006, ele e Adriana começaram a namorar e logo foram morar juntos. Adriana, então, assumiu a gerência das contas do marido.

Segundo testemunhas, o relacionamento dos dois entrou em crise quando Renê descobriu que era traído. De acordo com o gerente do banco, o homem manifestou intenção de cancelar a conta conjunta, movimentada por Adriana. A filha do ex-lavrador, Renata Senna, disse ainda que o pai tinha intenção de excluir a mulher do testamento.

Renê foi executado por dois homens em Rio Bonito. Segundo a sentença que condenou a ex-cabeleireira, Adriana pediu para que matassem o marido após a descoberta da traição. Em depoimento, no entanto, ela disse não saber que teria acesso à herança deixada pelo ex-marido.

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