Jovens são presos após laudo apontar marca no pescoço de ambientalista
Segundo o laudo, Ferrugem morreu por asfixia mecânica, que pode ter sido causada por um aperto com as mãos ou por um mata-leão

Quatro jovens, que estavam no barco com o ambientalista Adolfo Duarte – o Ferrugem -, foram presos temporariamente nesta quarta-feira (24/8), por determinação da Justiça. O ambientalista foi encontrado morto na represa Billings, na Zona Sul de São Paulo, no início do mês.
A prisão foi decretada após um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontar que a causa da morte de Ferrugem não foi afogamento. Conforme o documento, o homem tinha uma marca no pescoço e o óbito foi causado por asfixia mecânica, por um aperto com as mãos ou mata-leão.
Em outro laudo, do Instituto de Criminalística (IC), diz que não houve tranco no barco, hipótese que também contradiz a versão dos jovens, que negam qualquer agressão a vítima e dizem que foi um acidente.
Defesa
De acordo com o advogado André Nino, que representa os quatro jovens, os rapazes estão no 101º DP e serão transferidos para carceragens de transição. O jurista pretende ter acesso ao pedido de prisão, feito pela delegada Jakelline Nunes, titular do 101º Distrito Policial e acatado pela Justiça, e aguarda a audiência de custódia na quinta (25/8). “A nosso ver não há nada que justifique a prisão porque eles não estão atrapalhando as investigações”, disse ele ao portal G1.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasDesaparecimento
De acordo com o boletim de ocorrência, Ferrugem sumiu por volta das 19h30 de segunda-feira (1/8), após sair da região conhecida como Cantinho do Céu com dois casais para um passeio de barco.
O grupo relatou que o dono da embarcação e uma das passageiras caíram na água após um tranco do barco. A mulher foi resgatada com uma boia, mas o ambientalista sumiu na água.
O caso foi, inicialmente, registrado como desaparecimento de pessoa. No entanto, no decorrer da investigação, a ocorrência foi alterada para homicídio culposo (sem intenção de matar). A investigação segue em andamento, segundo a Secretaria de Segurança Pública.










