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No domingo (3/6), José Ernestor Ferreira da Silva, de 18 anos, foi atacado por um tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Recife. O rapaz não resistiu aos ferimentos provocados pelas mordidas do animal e morreu. Esse foi o segundo caso registrado em menos de dois meses. Em abril, um homem, de 34 anos, teve a perna amputada na mesma região.

De acordo com o médico que atendeu José Ernestor no Serviço de Atendimento Móvel (SAMU), ele teve o fêmur e parte do pênis amputados com a mordida, além de duas paradas cardíacas: uma no Hospital da Aeronáutica, para onde foi levado após os primeiros socorros, e a segunda a caminho do Hospital da Restauração (HR), onde ficou internado até a madrugada desta segunda-feira (4), quando foi comunicado o falecimento, às 4h05. As informações são do jornal O Globo.

O jovem passou por uma cirurgia na noite de domingo (3). A equipe era composta por cirurgiões gerais, vasculares e ortopedistas. Após a operação, ele foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Resgate
José Ernestor, segundo os bombeiros, estava com amigos numa área funda do mar e todos foram chamados para se afastar do local, onde uma placa sinalizava o risco de tubarões.

“Ele estava em uma área funda, sinalizada por placas [de alerta para ataques de tubarão]. No exato momento em que os salva-vidas pediram para ele aproximar da praia, foi mordido”, contou o soldado Rodrigo Matias, da assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros.

O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) investiga o caso e irá se reunir para avaliar se o caso será incluído nas estatísticas estudadas desde 1992. O órgão soma 64 ataques de tubarão em Pernambuco desde abril e 12 nessa área específica. “Na reunião, há a proposta de gerar políticas públicas que possam mitigar incidentes com tubarão no futuro”, diz Bastos.

Outros casos
No dia 15 de abril de 2018, um homem, de 34 anos, também foi mordido por um tubarão na Praia de Piedade. Na unidade de saúde para onde foi levado, teve uma perna e uma mão amputadas.

Com o falecimento de José Ernestor, sobe para 65 o número oficial de ataques e para 25 a quantidade de mortes da lista do Cemit. Os dados estatísticos só podem ser atualizados após recebimento de laudo da morte, a ser entregue pelo hopital ao órgão.