Jovem dá à luz em cadeira de rodas na recepção de maternidade no AM
A jovem deu à luz em parto natural, na recepção da unidade de saúde de Manaus, enquanto esperava por atendimento no local
atualizado
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Ana Clara Pereira, de 18 anos, deu à luz em uma cadeira de rodas, na recepção da Maternidade Dona Nazira Daou, em Manaus (AM). De acordo com a cunhada da jovem, Priscila Gomes, Ana chegou às pressas na unidade de saúde, já em trabalho de parto e, mesmo assim, houve “demora e negligência”.
Veja:
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O parto ocorreu na noite da última sexta-feira (27/3). Ao Metrópoles, Priscila relatou que a jovem começou a sentir fortes contrações por volta das 21h30 e, imediatamente, a mãe da cunhada de Ana a levou à maternidade de carro, rapidamente.
“Ao chegar, minha mãe informou na recepção que Ana Clara estava em trabalho de parto, já perdendo líquido. Mesmo assim, demoraram para atendê-la, e o vídeo mostra minha cunhada em pé aguardando”, explicou Priscila.
Após um tempo esperando, Ana sentiu que não conseguiria segurar e que o bebê estava nascendo. Neste momento, os funcionários trouxeram uma cadeira de rodas para Ana, no entanto, ao invés de trazerem uma maca para o parto, realizaram o procedimento na cadeira, diante de todos que estavam presentes na maternidade.
Ainda com contrações, Ana conseguiu deu à luz o bebê Miguel, por parto natural, na recepção da maternidade. Funcionárias, com luvas e máscaras, deram apoio à jovem e a ajudaram ela a parir, com uma médica obstetra puxando o bebê sutilmente para o parto ser bem-sucedido.
“Para nós, houve negligência: se o bebê tivesse caído, poderia ter acontecido uma tragédia. Após o parto, colocaram minha cunhada em um leito sem lençol, em uma sala sem ar-condicionado. Só depois que minha mãe pediu, providenciaram o lençol”, informou.
Cunhada detalha “negligências”; Jovem teve alta
A cunhada ainda relata que, mais tarde, Ana foi retirada do leito e colocada em uma poltrona pequena, porque outras mulheres também estavam parindo e necessitavam das macas. Priscila diz que o bebê da jovem, Miguel, passou por fototerapia devido a “complicações”.
Por fim, Priscila enfatizou que este não é um caso isolado e que já ouviu mulheres que passaram por situações semelhantes, inclusive, ao parir em corredores lotados de unidades de saúde pública de Manaus. Ela também mencionou que não há indignação contra os profissionais apenas com a “falta de estrutura”.
“Peço que as autoridades competentes ajam com urgência. Será preciso perder mais vidas inocentes para que recursos sejam aplicados na saúde? Nenhuma mãe merece passar por isso”, disse.
Ana teve alta nessa quarta-feira (1º/4) e, agora, cuidará do bebê Miguel em casa. O Metrópoles contatou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, SES-AM e o espaço segue aberto para um possível posicionamento.








