Jorginho Mello elogia Campagnolo em meio a racha da direita em SC. Vídeo
Bolsonaristas brigam por vagas no Senado Federal no próximo ano e dividem um dos principais colégios eleitorais da direita no país
atualizado
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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), elogiou a deputada estadual Ana Campagnolo durante um evento na última sexta-feira (7/11). Campagnolo é uma das figuras centrais de uma briga entre bolsonaristas em torno das vagas do PL para disputar o Senado no próximo ano. Veja:
Enquanto discursava em um evento, Jorginho chamou a deputada ao centro do palco e disse: “Inteligente, escritora, uma moça que orgulha o Parlamento de Santa Catarina pelo que ela representa, escritora, eu gosto muito de ouvi-la, ela tem cultura, ela sabe colocar as palavras, então eu tenho muito orgulho de ela ser a nossa deputada estadual, está fazendo um grande trabalho. Foi a deputada estadual mais bem votada de Santa Catarina e eu não tenho dúvida que vai ser de novo. Vai dobrar a votação. Obrigado, Ana.”
Os elogios acontecem em meio a um conflito envolvendo a parlamentar e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A confusão escalou após Campagnolo afirmar que as duas vagas do PL no estado para o Senado já haviam sido prometidas para a deputada Caroline de Toni (PL-SC) e o senador Esperidião Amin (PP-SC). Após a declaração, ela foi chamada de mentirosa por bolsonaristas.
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou recentemente que decidiu concorrer, com apoio de seu pai, a uma vaga na Casa Alta. Bolsonaro tem base forte e sólida no estado, por isso a eleição de Carlos é dada como certa. Entretanto, a deputada disse que não apoiaria nomes que não fossem do estado.
Em resposta à disputa, o deputado federal Eduardo Bolsonaro divulgou um vídeo no qual afirma que quem está no partido deve, sim, apoiar o seu irmão.
“A questão é que, se você está no partido de Bolsonaro, eleito com o apoio de Bolsonaro, pouco importa se você é grande ou pequeno, existe uma hierarquia a ser seguida. Bolsonaro vai falar e você vai ter que seguir. Não gostou? Pode ir para outro partido”, declarou o deputado.
