
No JN, Renan pede guerra ao crime: “Sangue que tem que jorrar é do bandido”
Candidato à Presidência da República pelo Missão participou de debate com presidenciáveis na TV Globo nesta quarta

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) voltou a defender o endurecimento no combate a criminosos, nesta quarta-feira (26/8), durante sabatina no Jornal Nacional. Ao ser questionado sobre os planos do governo para a segurança pública, Renan citou medidas do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como exemplo para o Brasil, e defendeu que “o sangue que tem que jorrar é do bandido”.
O candidato do Missão citou um caso que ocorreu em São Paulo, nesta semana, em que um homem de 28 anos acabou sendo morto ao tentar defender a namorada de um assalto. “Houve um banho de sangue na segunda-feira de um inocente. Eu acho que o sangue que tem que jorrar não é dele [do homem que morreu em SP]. O sangue que tem que jorrar é do bandido“, disse Renan.
Veja o vídeo:
➡️ “O sangue que tem que jorrar é do bandido”, diz Renan Santos em sabatina
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— Metrópoles (@Metropoles) August 26, 2026
Durante a sabatina, Renan detalhou planos de seu governo e discutiu propostas que pretende implementar em uma eventual vitória no pleito de outubro. O principal ponto em discussão, foi seu plano para segurança pública.
Segurança pública
Renan foi questionado sobre a viabilidade do seu plano de governo para segurança pública e citou o desejo de usar o estado de defesa em áreas dominadas pelo crime, além da proposta de estabelecer um “regime de exceção” em favelas, com o objetivo de realizar operações que foquem em organizações criminosas.
A medida se assemelha às adotadas por Nayib Bukele em El Salvador. O presidente salvadorenho ganhou projeção internacional ao reduzir os índices de criminalidade no país. Essa política de segurança, porém, é alvo de críticas por organizações e opositores, que apontam o uso de medidas consideradas excessivas, restrições a garantias individuais e violações de direitos humanos.
Santos afirmou ainda que pretende construir dez novos presídios federais para prender até 40 mil pessoas em cada um deles. “Só na parte de presídio, R$ 6 bilhões nós precisamos fazer para abrir vagas e construir dez presídios, cada um de 30 mil a 40 mil vagas. O processo precisa se iniciar desde já”, disse Renan Santos.
Reforma da previdência e combate ao feminicídio
Durante a entrevista, Renan Santos também defendeu uma reforma previdência e declarou que, sem uma reforma, as pessoas param de se aposentar em três anos.
“Vamos precisar fazer outra reforma da Previdência. Vai quebrar em três anos, você não tem aposentadoria, tá? Vou deixar claro porque eu não sou populista fiscal”, declarou o presidenciável.
Ainda na ala econômica, o candidato do Missão afirmou em mais de uma oportunidade que pretende implementar cortes de gastos que, de acordo com ele, poderiam economizar mais de R$ 1 trilhão aos cofres públicos.
O presidenciável também foi questionado sobre a ausência de política específicas que tratam sobre a segurança às mulheres em seu plano de governo, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato defendeu que suas propostas são abrangentes e atingem a criminalidade de forma extensiva, incluindo mulheres e crianças.
Ainda de acordo com ele, as medidas específicas devem ficar à cargo de estados e municípios, que têm capacidade de agir nestes casos. “Quem tem que fazer a formulação das políticas públicas e das ações sobre feminicídio e violência contra crianças e violência como um todo, são os estados e municípios”, afirmou.



