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Janja critica Flávio nas redes e chama eleitores: “2º turno é um novo jogo”

Entre outras críticas, a esposa do presidente Lula ainda diz que Flávio Bolsonaro pretende encerrar a discussão sobre o fim da escala 6 x 1

07/10/2026 08:56, atualizado 07/10/2026 09:12
HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Janja critica Flávio nas redes e chama eleitores: “2º turno é um novo jogo”

A primeira-dama Janja Lula da Silva intensificou as críticas ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, nas redes sociais. Em uma publicação feita nesta semana, ela volta a questionar os posicionamentos do senador e afirma que o segundo turno representa uma nova etapa da disputa eleitoral, que tem do outro lado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): “2º turno é um novo jogo”, escreveu Janja.

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A manifestação ocorre após Flávio terminar o primeiro turno à frente do petista. Os dois disputam a Presidência no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

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No vídeo, Janja ainda diz que Flávio pretende encerrar a discussão sobre o fim da escala 6 x 1. Segundo ela, o candidato defende uma jornada que poderia levar trabalhadores a atuar sete dias por semana.

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“Sabe o fim da escala 6 X 1? Ele vai enterrar, acabar. Nós queremos que você descanse, que tenha tempo com a sua família. Ele quer que você trabalhe sete dias por semana”, afirmou a primeira-dama.

Janja também cita o Farmácia Popular e diz que o programa seria encerrado em um eventual governo de Flávio. O candidato, por sua vez, tem defendido uma agenda econômica distinta da apresentada por Lula, com redução de impostos e diminuição dos gastos públicos.

Críticas se ampliam

As críticas da primeira-dama não ficaram restritas à área trabalhista. Na mesma manifestação, Janja afirmou que uma eventual vitória de Flávio poderia representar retrocessos nos direitos das mulheres e associou o candidato a uma política de maior acesso a armas.

“Não podemos deixar o Brasil retroceder. Não podemos deixar os brasileiros e brasileiras perderem seus direitos básicos”, declarou.

Em outra publicação, feita anteriormente, Janja afirmou que votar em Flávio seria “permitir que mulheres sejam silenciadas” e também criticou o que classificou como incentivo à presença de armas entre crianças.

A primeira-dama ainda afirmou que, caso Flávio fosse eleito e o país enfrentasse uma nova pandemia, o Brasil poderia voltar a enfrentar uma situação semelhante à vivida durante a crise da Covid-19. Também disse que o crime organizado poderia ganhar espaço e acusou o candidato de representar um risco de retrocesso em direitos sociais.

As declarações fazem parte de uma ofensiva política de Janja na campanha do segundo turno. Desde o início da disputa, ela tem usado as redes sociais e eventos públicos para defender Lula e fazer críticas diretas a Flávio. Em setembro, por exemplo, chamou o senador de “Bozo filho” durante um comício em Belém e estabeleceu uma comparação entre as trajetórias políticas de Lula e da família Bolsonaro.