Itamaraty pede visita consular a ativistas presos em barco por Israel

Onze brasileiros estão sob custódia por integrarem flotilha com ajuda humanitária a Gaza, dentre eles, a deputada Luizianne Lins, do PT

atualizado

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Bruno Spada/Câmara
A deputada Luizianne Lins (PT-CE)
1 de 1 A deputada Luizianne Lins (PT-CE) - Foto: Bruno Spada/Câmara

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou a realização de uma visita consular aos 11 brasileiros presos na embarcação que ia em direção à Faixa de Gaza. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em reunião com deputados da base do governo, nesta quinta-feira (2/10). Dentre as pessoas presas, está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE, foto em destaque).

O governo de Israel realizará o início do julgamento na manhã dessa sexta-feira (3/10), que será acompanhado pelas autoridades brasileiras. A intenção é que o consulado faça consultas com cada um dos presos brasileiros e acompanhe os interrogatórios.

Luizianne Lins estava em missão oficial pela Câmara dos Deputados na Flotilha Global Sumud, que levava suprimentos à região costeira de Gaza. A embarcação conta com ativistas, parlamentares e civis de 44 países e mais de 50 embarcações, incluindo brasileiros. Em comunicado divulgado às 16h desta quarta (horário de Brasília), o grupo disse que a comunicação dos tripulantes foi cortada e que o estado de saúde deles é desconhecido.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que a deputada ainda está incomunicável. Dentre os tripulantes, o paradeiro de dois deles ainda é desconhecido pelas autoridades brasileiras: Miguel Bastos Viveiros de Castro e João Leonardo Cavalcanti Aguiar. Os deputados que estavam com Mauro Vieira falam em “sequestro”, já que a interceptação pelas forças de Israel teria se dado em águas internacionais.

“A preocupação é com todos, mas nós temos uma preocupação com a deputada federal, Luiziane Lins, que está lá, está em missão oficial. É uma missão totalmente humanitária. E a preocupação, inclusive, é sobre a segurança dos brasileiros. A gente fica muito preocupado com a truculência das forças militares israelenses”, disse Lindbergh.

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSol-RS) chegou a pedir que o governo brasileiro mande um navio para acompanhar a embarcação e garatir a segurança da tripulação brasileira, mas o pedido só foi respondido de forma “tardia”, ou seja, depois que a flotilha já havia sido interceptada.

“A esses sequestrados, esses brasileiros, que nesse momento estão lá, estariam sendo feitos interrogatórios ilegais, sem a presença dos advogados, como um mecanismo de terror e de tortura psicológica, e, segundo o reportado ao ministro,  estariam marcados os julgamentos amanhã, e que aí sim seria liberado o acesso do Serviço Consular. O que nós queremos, é óbvio, é a garantia da integridade física dos cidadãos brasileiros”, disse Melchionna.

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