Itamaraty e Embaixada dos EUA se reúnem após expulsão de delegado da PF

Ministério das Relações Exteriores do Brasil cobra explicações sobre o caso e diz que pode adotar “reciprocidade” após decisão dos EUA

atualizado

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1 de 1 Marcelo Ivo - Foto: Divulgação

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil se reuniu, no fim da tarde desta terça-feira (21/4), com a representação diplomática dos Estados Unidos em Brasília após a expulsão do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho, que atuou na prisão do deputado federal cassado Alexandre Ramagem do território norte-americano.

O encontro ocorreu entre o diretor do Departamento de América do Norte do Itamaraty, ministro Christiano Figuerôa, e a encarregada de negócios dos EUA no Brasil, Kimberly Kelly. A reunião foi confirmada ao Metrópoles e teve como foco a decisão do governo de Donald Trump de determinar a saída imediata do representante brasileiro do país.

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Entenda o caso

  • O episódio está ligado à detenção, na semana passada, do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.
  • Considerado foragido pela Justiça brasileira, ele havia sido alvo de um pedido de extradição.
  • A Polícia Federal afirmou que a prisão ocorreu com base na cooperação entre os dois países.
  • Já os EUA sustentam que a abordagem ocorreu após verificação do status migratório.
  • Ramagem foi liberado dois dias depois, sem aviso prévio às autoridades brasileiras.
  • Segundo os EUA, o ex-deputado poderá permanecer em solo norte-americano, enquanto aguarda resposta ao pedido de asilo.
  • Ao justificar a expulsão do delegado da PF, o Departamento de Estado americano acusou o brasileiro de tentar “manipular o sistema de imigração” para contornar procedimentos formais de extradição.
  • A medida foi interpretada pelo governo brasileiro como uma quebra de confiança na cooperação bilateral, ponto que agora está no centro da tensão diplomática.

Brasil fala em reciprocidade

A reunião entre Brasil e EUA ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que o Brasil poderá reagir de forma proporcional, caso seja confirmada irregularidade na conduta americana.

“Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”, disse Lula, ao criticar o que classificou como possível ingerência dos Estados Unidos.

Segundo integrantes do governo, o recado foi reforçado na conversa diplomática, de que o Brasil espera esclarecimentos formais e não descarta medidas equivalentes contra representantes americanos no país.

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