Conta de luz e saúde são vilões da inflação; preços de alimentos caem
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ficou em 4,52% no acumulado de 12 meses até julho, segundo dados divulgados pelo IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, foi de 0,06% deste mês de julho, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos nove grupos pesquisados, cinco registraram elevação e outros quatro tiveram queda. As principais influências foram habitação e alimentação e bebidas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28/7).
A energia elétrica residencial, os itens de higiene pessoal e os planos de saúde puxaram o índice para cima. O refresco no bolso veio de alimentação e bebidas, especialmente o subgrupo alimentação no domicídio, com recuo de 1,14%.
No acumulado de 12 meses, a inflação acumula alta de 4,52%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a julho do IPCA-15 a elevação corresponde a 3,51%.
“Vilões”
Em julho de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi habitação que acelerou 0,97%. “Vilão” do mês, o setor respondeu por 0,15 ponto percentual da inflação de julho.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA alta do grupo de habitação foi puxada principalmente pela elevação em energia elétrica residencial, que subiu 3,03%. A subida foi resultado da vigência da bandeira tarifária amarela, que impõe a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumidos, mas também da incorporação de reajustes tarifários em algumas localidades. Um dos exemplo é Curitiba, onde o item teve alta de 19,55% no preço.

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Ver todasO segundo grupo com maior elevação foi o de saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,28% e impacto de 0,04 ponto percentual no índice.
O destaque em saúde e cuidados pessoais foi a elevação de 0,51% em higiene pessoal. Só o subitem perfume teve aumento de 1,74% no preço. O subgrupo plano de saúde teve aumento de 0,42%. O motivo foi a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS):
- Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026;
- Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.
“Mocinhos”
O que puxou o índice geral para baixo foi a retração nos preços de alimentação e bebidas, com recuo de 0,66% e impacto de 0,15 ponto percentual no índice.
O recuo do grupo de alimentos foi puxado principalmente pela alimentação no domicílio, que teve retraçaõ de 1,14% de junho para julho.
Os itens que mais contribuíram foram:
- tomate (-19,95%);
- batata-inglesa (-10,03%); e
- café moído (-3,13%).
Ainda no grupo de alimentação e bebidas, houve altas, casos da cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%).
Variação de cada grupo em julho:
- Alimentação e bebidas: -0,66%;
- Habitação: 0,97%;
- Artigos de residência: 0,19%;
- Vestuário: -0,33%;
- Transportes: 0,11%;
- Saúde e cuidados pessoais: 0,28%;
- Despesas pessoais: 0,08%;
- Educação: -0,04%;
- Comunicação: -0,02%
Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.
Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 5,12%.



