Instituto Butantan negocia exportação de Coronavac na América Latina

Dimas Covas diz que há interesse de Argentina, Peru, Honduras e Paraguai. Instituto participará de concorrência da Organização Panamericana

atualizado 10/12/2020 14:26

Diretor do Instituto Butantan, Dimas CovasFábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta quinta-feira (10/12) que já existem negociações para que a Coronavac, vacina desenvolvida em parceria com a chinesa Sinovac, seja exportada para outros países. A produção do imunizante pelo instituto, em São Paulo, começou nessa quarta-feira.

“Existem sim planos [de exportação], não só planos, mas negociações em curso. O Butantan, junto com a Sinovac, ofereceu ao Ministério da Saúde 100 milhões de doses até maio e, ao mesmo tempo, foram anunciados 40 milhões adicionais para toda a América Latina”, afirmou Covas.

O diretor do Butantan disse que esteve na semana passada na Argentina, que adiantou um protocolo inicial para fornecimento de 10 milhões de doses. “Não assinamos ainda, apenas adiantamos esse fornecimento a partir de janeiro”, afirmou Covas, acrescentando que há pleitos semelhantes do Peru, Uruguai, Honduras e Paraguai.

Segundo ele, a Organização Panamericana de Saúde também abriu uma concorrência para solicitar propostas de vacinas com preço definido. “Nós estamos preparando a documentação para oferecer à Organização Panamericana de Saúde, que nessa empreitada está em associação com a Unicef”, disse.

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