Violência contra imprensa cresceu 21% no ano passado, informa Abert

Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) nesta terça-feira

atualizado 22/03/2022 22:17

Presidente Bolsonaro conversa com jornalistas no PlanaltoRafaela Felicciano/Metrópoles

A violência contra a imprensa aumentou 21,6% no ano passado. Ao menos 230 jornalistas foram envolvidos em 145 casos de violência não-letal, que incluem agressões físicas, ameaças, intimidaçõe e ofensas, entre outros.

Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) nesta terça-feira (22/3). O número corresponde a uma média de 2,7 casos por semana ao longo de 2021.

Segundo o Relatório sobre Violações à Liberdade de Expressão, as ofensas foram o tipo de violência mais detectado, com 53 ocorrências e 89 vítimas. Na sequência, aparecem as agressões (34 casos e 61 vítimas) e intimidações (26 casos e 43 vítimas).

Em relação ao número total de casos registrados, houve uma queda — foram 145 em 2021 e 150 no ano anterior.

Em 2021, não foram registrados quaisquer casos de assassinato de jornalistas pelo exercício da profissão. É apenas a segunda vez que isso acontece desde 2012, quando a Abert começou a monitorar a violência contra a imprensa no país.

Violência pela internet

Em relação aos ataques virtuais contra a imprensa, a Abert cita uma pesquisa da empresa de análise de dados Bites, que detectou cerca de 1,45 milhão de posts contendo palavras de baixo calão, expressões depreciativas e pejorativas contra a imprensa nacional, ou seja, cerca de 4 mil ataques virtuais por dia.

Apesar dos dados negativos, os números configuram uma redução de 54% nos ataques virtuais ao trabalho jornalístico em comparação a 2020.

“O direito constitucional da sociedade brasileira de ser informada sobre fatos que impactam o seu cotidiano somente estará garantido com uma imprensa livre, independente e plural”, ponderou o presidente da Abert, Flávio Lara Resende.

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