IBGE: população acima de 60 anos subiu de 11,3% para 16,1% em 12 anos

Em 12 anos, Brasil teve queda no número de jovens e aumento de pessoas com mais de 60 anos, segundo dados da PNAD Contínua

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O Brasil está em tendência de envelhecimento da população. A proporção de pessoas com 60 anos ou mais subiu de 11,3% em 2012 para 16,1% em 2024. Dentro desse grupo, os indivíduos com 65 anos ou mais representam 11,2% da população total, de 211,9 milhões. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada nesta sexta-feira (22/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra um estreitamento da base populacional. Em 2012, quase metade da população tinha menos de 30 anos (49,9%). Já em 2024, esse percentual caiu para 41,9%. Em números absolutos, o contingente de pessoas com até 29 anos passou de 98,2 milhões para 89 milhões – uma redução de 9,4%.

As maiores quedas ocorreram no início da pirâmide etária, nas faixas de 5 a 13 anos (de 14,6% para 12,3%) e de 14 a 17 anos (de 7,1% para 5,6%). Entre os jovens adultos, os percentuais também encolheram: em 2024, as pessoas de 18 a 19 anos representavam 2,7% da população; de 20 a 24 anos, 7,5%; e de 25 a 29 anos, 7,7%.

Crescimento nas faixas etárias acima dos 30 anos

Ao contrário da queda observada entre os mais jovens, a população com 30 anos ou mais cresceu de 50,1% para 58% no período. Em 2024, o grupo de 30 a 39 anos representava 15,4% da população; o de 40 a 49 anos, 14,8%; e o de 50 a 59 anos, 11,7%.

Essa transformação reflete o chamado “alargamento do topo e estreitamento da base” da pirâmide etária, confirmando a tendência de envelhecimento populacional.

Regiões mais jovens e mais envelhecidas

A região Norte concentrou a maior parcela de pessoas com menos de 24 anos (41,7%), enquanto o Sudeste (31,6%) e o Sul (32,2%) apresentaram as menores proporções de jovens.

No topo da pirâmide, Sudeste (17,9%) e Sul (17,3%) lideram em participação de pessoas com 60 anos ou mais, enquanto o Norte registrou a menor taxa (11,1%). Em todas as regiões houve aumento desse grupo em comparação a 2012.

Crescimento populacional total

Mesmo com a mudança no perfil etário, a população brasileira continuou crescendo, embora em ritmo mais lento. O país passou de 197,1 milhões de habitantes em 2012 para 211,9 milhões em 2024 – um aumento de 7,5%.

A distribuição regional manteve-se desigual. O Sudeste concentrou 41,8% da população, com 88,5 milhões de habitantes, seguido por Nordeste (26,9%), Sul (14,7%), Norte (8,6%) e Centro-Oeste (8,0%).

Entre 2012 e 2024, a população do estado de São Paulo cresceu 6,5%, passando de 43,2 milhões para 46 milhões de habitantes. O crescimento é mais que o dobro do registrado em Minas Gerais, a segunda unidade da federação mais populosa, que passou de 20,1 milhões para 21,3 milhões de pessoas, avanço de 6,1% no período.

No outro extremo, Roraima segue como o estado com menor população, com 627 mil habitantes em 2024, mas apresenta o maior crescimento proporcional do país: 43,2% desde 2012.

Diferenças entre homens e mulheres

As mulheres representam maioria no Brasil: 51,2% contra 48,8% de homens. Em todas as regiões, o percentual feminino é superior. No Nordeste, a diferença é mais acentuada, com 51,8% de mulheres, enquanto no Norte é menor, 50,2%.

A razão de sexo mostra 95,2 homens para cada 100 mulheres no país. Entre pessoas com 60 anos ou mais, essa diferença se amplia: são apenas 78,9 homens para cada 100 mulheres, índice que cai ainda mais entre os que têm 70 anos ou mais (72,3).

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