Homem morre na rua após esperar Samu e bombeiros por mais de 2h
Homem passou mal em Catalão (GO) e pediu socorro aos vizinhos, que acionaram Samu e bombeiros. Porém, nenhuma ambulância apareceu a tempo

Goiânia – Um homem morreu na rua, em Catalão (GO), após passar mal, pedir socorro para os vizinhos e esperar uma ambulância por mais de duas horas.
A vítima, identificada como Rafael Vinícius Silva de Souza, de 35 anos, bateu no portão de várias casas vizinhas pedindo ajuda. Os moradores chegaram a acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros, mas nenhuma equipe chegou a tempo.

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Ver todasO caso aconteceu na noite de 20 de julho. Imagens de câmeras de segurança registraram a vítima caminhando pelas calçadas, batendo nas residências e implorando por socorro.
De acordo com testemunhas, Rafael parecia desorientado e não conseguia explicar exatamente o que estava sentindo, mas pedia de forma contínua para que uma ambulância fosse chamada.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesContudo, o homem esperou por mais de duas horas e, segundo os vizinhos, foram dezenas de ligações. Em determinado momento, ele se apoiou em uma lixeira e acabou caindo no chão.
Socorro não chegou a tempo
De acordo com o Samu, as duas únicas ambulâncias disponíveis na cidade realizavam atendimentos em outros municípios da região no momento do chamado. O serviço atende 18 cidades do sudeste goiano.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a primeira ligação registrada no sistema ocorreu às 22h23 e uma unidade de resgate foi despachada imediatamente.
No entanto, o órgão admitiu que pode ter havido uma “incongruência” ou falhas técnicas, já que algumas operadoras de telefonia estariam com dificuldades para completar chamadas para o número 193.
De acordo com a Polícia Científica, o corpo foi encaminhado ao IML sob suspeita de “intoxicação exógena por entorpecente”, ou seja, por uso de drogas.
Porém, a causa definitiva da morte ainda não foi determinada, já que depende de exames laboratoriais que devem ficar prontos em um prazo de 30 a 60 dias, segundo a corporação.
O Ministério Público deve investigar por que o Samu e o Corpo de Bombeiros não conseguiram prestar o socorro a tempo.



