Homem acha bilhete com ofensas racistas no carro: “Negro fedorento”

Bilhete com ofensas racistas foi deixado no carro do empreendedor Alan Batista no domingo (1/10). “Machuca nossa alma”, desabafou

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Bilhete com ofensas racistas foi deixado no carro do empreendedor Alan Batista no domingo (1/10)
1 de 1 Bilhete com ofensas racistas foi deixado no carro do empreendedor Alan Batista no domingo (1/10) - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Alan Batista, empreendedor de 33 anos, encontrou um bilhete com ofensas racistas, no último domingo (1/10), em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Ele estava saindo de casa com sua esposa e seu filho de 7 anos quando viu o bilhete enrolado na maçaneta do carro da família. “É muito ruim passar por uma situação dessa, machuca nossa alma”, desabafou o empreendedor. No papel, havia dizeres como “negro fedorento”, “inseto” e “preto horroroso”.

Veja:

 

“Era umas 13h quando a gente estava saindo para fazer um passeio em família e encontramos esse papel. Meu marido achou até que era coisa do meu filho. Quando a gente abriu, viu o que tinha escrito. Aquilo nos pegou totalmente de surpresa porque a gente não tem nenhuma inimizade no condomínio. Esse mês faz um ano que a gente tá [morando] aqui. Meu marido trabalha privado e tem duas barbearias, então ele só vem em casa para dormir”, contou Renata Janielly, esposa da vítima.

Alan e Renata procuraram o síndico para contar o ocorrido, no entanto, o casal foi informado que as câmeras de segurança do condomínio estariam quebradas. Na segunda-feira (2/10), os dois foram até a Delegacia de São Gonçalo do Amarante para registrar um boletim de ocorrência. A Polícia Civil ouviu a vítima, testemunhas, e abriu um inquérito para investigar o caso.

“No momento veio o choque, veio uma dor interna. Eu fiquei extremamente triste, sem saber o que falar para o meu filho, que estava ao meu lado. Tocou muito”, relatou Alan.

“Eu quero que a justiça seja feita. Vai ter a justiça de Deus, mas eu quero também que tenha a justiça dos homens aqui na Terra. Que cheguem junto e que não deixem esse caso ser um descaso. O culpado vai ter que ser punido, não pode ficar assim. Se cada um de nós, negros, colocar a cara a tapa e reivindicar nossos direitos, a gente vai combatendo [o racismo]. Não vai ser a última vez, então temos que estar fortes”, afirmou Alan.

“O trabalho está sendo feito junto à Polícia e vamos descobrir quem fez esse ato criminoso. Não vou sair do condomínio, por que isso é inadmissível. Sou homem, honro a minha cor e vou até o final“, finalizou o empreendedor.

Saiba como denunciar racismo e injúria racial

O governo federal tem o Disque Direitos Humanos – Disque 100, em que é possível apresentar denúncias de racismo e discriminação.

É possível fazer uma queixa também pelo site da Safernet, que recebe denúncias anônimas sobre crimes e violações aos direitos humanos na internet.

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