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Brasil

Haddad diz reconhecer "necessidade" de encarar pressões de gastos

Ministro Fernando Haddad ressaltou que essa tarefa deverá cuidar dos mais vulneráveis, como defende Lula. Ele falou em reunião do Conselhão

27/06/2024 12:33, atualizado 27/06/2024 14:17
Fábio Vieira/Metrópoles
ministro da Fazenda, Fernando Haddad faz uma declaração à imprensa no escritório do Ministério da Fazenda, na Avenida Paulista - metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (27/6) reconhecer a “necessidade” de encarar as pressões de gastos públicos, mas ressaltou que essa tarefa deverá cuidar dos brasileiros mais vulneráveis, como defende o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele falou em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão.

Haddad iniciou o discurso afirmando que “é uma sina do ministro da Fazenda estar entre gasto e economia”, e brincou que procuraria transformar gasto de tempo em investimento, como Lula insiste em dizer. Nos últimos dias, o presidente da República tem colocado em dúvida a necessidade de corte dos gastos públicos.

No encerramento do discurso, o ministro da Fazenda salientou: “Reconhecemos a necessidade de encerrar as pressões de gastos públicos, desde que, como sempre lembra o presidente, cuidemos dos mais vulneráveis”.

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Na quarta-feira (26/6) em entrevista ao portal Uol, Lula afirmou ainda não saber se “precisa efetivamente cortar” gastos para equilibrar as contas públicas, mas descartou a possibilidade de reduzir o salário mínimo para atingir esse objetivo.

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O petista também negou mexer no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e nas pensões e aposentadorias, hoje vinculadas ao salário mínimo.

Segundo Haddad nesta quinta, o redesenho das políticas públicas será levado a cabo para equilibrar as contas, “mas com a sabedoria política de alguém que já demonstrou compromisso com quem mais precisa do Estado brasileiro”, em referência ao presidente.

Diálogo com o Congresso

O ministro ainda ressaltou o apoio do Congresso Nacional em várias propostas sugeridas pela equipe econômica e rechaçou que as medidas arrecadatórias tenham ampliado a carga tributária no país.

“Ninguém está aumentando carga tributária, não se criou um imposto, não se aumentou uma alíquota. O que se fez é corrigir desequilíbrios fiscais, renúncias fiscais”, destacou.

“Pessoas que detinham riquezas excessivas com rendimentos exorbitantes pagavam zero de Imposto de Renda. Várias leis foram aprimoradas, sempre democraticamente, na conversa com o Congresso Nacional, negociando. Ninguém impôs ao Congresso uma agenda, tudo foi negociado”, prosseguiu.

Segundo ele, isso demonstra a capacidade de diálogo da articulação política e do Ministério da Fazenda. E completou: “O presidente Lula nunca desautorizou o Ministério da Fazenda na busca do equilíbrio das contas”.