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Brasil

Guardas que agrediram jovem em shopping não tinham aval de segurança armada

A empresa para a qual trabalhavam, a Moura Corbage Serviços Gerais, não recebeu autorização da PF para exercer a atividade legalmente

11/08/2020 16:20
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Reprodução/vídeo
Guardas que agrediram jovem em shopping não tinham aval de segurança armada

Policiais Militares que agrediram um jovem negro em um shopping no Rio de Janeiro não tinham permissão para fazer o serviço de segurança armada, pois a empresa Moura Corbage Serviços Gerais, da qual são funcionários, não recebeu o aval para exercer a atividade pela Polícia Federal (PF).

Cabe à instituição conceder a autorização para a prestação de trabalhos de vigilância patrimonial, transporte de valores, escolta armada. Dessa forma, a empresa, de nome fantasia Prisma, estaria atuando de forma ilegal.

As informações são do portal Extra. Em nota ao jornal, a PF disse que “a empresa não possui autorização de funcionamento expedida pela Polícia Federal”. Ainda, foi assegurada a instauração de um “procedimento administrativo na data de 10/08/2020, para apurar o fato que, provavelmente, culminará no encerramento formal das atividades de segurança ilegal da empresa”.

No cadastro da Receita Federal, a empresa se autodeclarou prestadora de “serviços combinados para apoio a edifícios”, “atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico” e “limpeza em prédios”. Porém, no site da firma, são oferecidos “treinamento de segurança”, “terceirização de mão de obra” e “circuito de câmeras de vigilância”. O portal não descreve nenhuma atividade de “apoio de inteligência”.

Segundo a página oficial, outros três shoppings da Região Metropolitana contratam o serviço de vigilância da empresa.

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A empresa pertence ao major Marcelo de Castro Corbage, atualmente chefe do Centro de Instrução Especializada e Pesquisa Policial (CIEsPP) da PM, uma unidade responsável pela capacitação de policiais em técnicas especializadas. Segundo o Código Penal Militar, oficiais da instituição possam ser acionistas de uma empresa, desde que não sejam administradores da mesma. No caso, Corbage estaria descumprindo o código.

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Jovem Matheus, agredido por PMs em shopping no Rio
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