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Greve de operários da construção civil em Belém ameaça obras da COP30

Categoria pede aumento salarial e melhores condições de trabalho. Paralisação afeta obras estratégicas para a realização da COP30

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
Obras em Belém (PA) para receber a COP30, em novembro
1 de 1 Obras em Belém (PA) para receber a COP30, em novembro - Foto: Ricardo Stuckert / PR

A menos de dois meses da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro em Belém (PA), trabalhadores da construção civil e do setor mobiliário iniciaram uma greve nesta terça-feira (16/9) na capital paraense. O movimento atinge obras estratégicas para a realização do evento internacional, que deve reunir líderes de todo o mundo.

Centenas de operários de Belém, Ananindeua e Marituba participaram do ato, que começou na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, na Travessa 9 de Janeiro, e seguiu até a sede do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA), no centro da cidade.

A paralisação ocorreu após a rejeição da proposta patronal de reajuste salarial e benefícios, considerada insuficiente pelos representantes da categoria.

Reivindicações

Entre as principais reivindicações estão aumento no piso salarial, reajuste de 30% na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) – com duas parcelas de R$ 378 – , elevação do valor da cesta básica de R$ 110 para R$ 270, promoção de mulheres no setor e melhorias nas condições de trabalho.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Cleber Rabelo, criticou os investimentos públicos destinados à conferência e classificou como inaceitável o reajuste oferecido.

“É um absurdo. O governo federal está investindo R$ 4,7 bilhões nessas obras da COP, o governo do estado e municipal R$ 1,3 bilhão e quer dar 5,5% de aumento para os trabalhadores. Os trabalhadores não aceitaram, querem um aumento maior no salário, aumento na cesta básica, a classificação das mulheres e pagamento para o dia 30. Nós estamos discutindo. Se não tem aumento, não vai ter COP”, afirmou.

O coordenador do sindicato, Atenar Lopes, também criticou a destinação de recursos.

“Nós estamos denunciando aqui os bilhões que o governo federal investiu e também o governo estadual. Aqui se fala de COP30, de legado da COP, mas esse grau de humilhação é inaceitável. Nós estamos indignados com todas as mazelas da COP30, essa enganação de clima que na verdade derrama dinheiro para a corrupção, que pega, investe dinheiro no local rico da cidade e joga dejeto no local pobre”, declarou.

Paralisação afeta construção da VilaCOP30

As obras afetadas incluem a construção da Vila COP30, no bairro Marco, que vai abrigar chefes de Estado durante a conferência, e o Parque da Cidade, principal palco das negociações internacionais.

O local foi fechado ao público em agosto para a instalação das áreas conhecidas como Blue Zone, destinada a representantes oficiais, e Green Zone, voltada à sociedade civil.

Ao Metrópoles, a Secretaria de Estado Obras Públicas (Seop) informou que os trabalhos nas obras COP30 seguem normalmente, dentro do cronograma previsto.

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