Governo prevê R$ 67,5 bilhões extras com petróleo em meio à alta global
Tesouro diz que disparada dos preços internacionais amplia receitas com exportações e compensa parte dos gastos para conter combustíveis

O governo federal estima arrecadar R$ 67,5 bilhões em receitas extraordinárias com o petróleo em 2026, impulsionado pela elevação dos preços internacionais da commodity em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio, segundo informou o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, nesta terça-feira (29/9).
A projeção considera o aumento da arrecadação com royalties, participações especiais e tributos ligados à cadeia de óleo e gás.
Segundo Leal, o avanço da receita está associado à valorização do barril no mercado externo, que eleva tanto o valor das exportações quanto a base de incidência de tributos.
Parte desse ganho de arrecadação tem sido utilizada para compensar as despesas relacionadas a medidas adotadas para amenizar o impacto da alta dos combustíveis no mercado interno, como as desonerações e subsídios.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA área econômica aponta que a elevação das receitas vinculadas ao petróleo tem contribuído para acomodar esses gastos no orçamento, sem necessidade de alterações relevantes no quadro fiscal projetado para o período.

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Ver todasLeal explicou que dos R$ 67, 5 bilhões, R$ 46,4 bilhões são provenientes do aumento de receitas da venda de petróleo, royalties e participação especiais, enquanto R$ 21 bilhões são relacionados ao Imposto de Exportação, que foi criado junto às desonerações, no começo da guerra, para desincentivar a venda de óleo para o exterior.
Além disso, segundo o governo, até o mês de agosto foram liberados R$ 32,4 bilhões em créditos extraordinários para subsidiar os combustíveis. Desse valor, R$ 7,8 bilhões já foram pagos.



