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Brasil

Governo estuda inserir corte de gastos como jabuti no PL do metanol

Câmara deve começar a votar na próxima semana o pacote da Fazenda para compensar a derrubada da MP sobre o IOF

23/10/2025 13:41, atualizado 24/10/2025 19:57
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Gil Ferreira/SRI
Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad e Hugo Motta

O governo avalia incluir um corte de despesas no projeto de lei que torna crime hediondo a falsificação de bebidas, que ganhou destaque após os casos de intoxicações por metanol no país.

O “jabuti”(termo usado na política para trechos sem relação com a proposta original) seria uma estratégia para avançar com as propostas anunciadas após a derrubada da Medida Provisória (MP) alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

“Espero que, na próxima semana, consigamos cobrir uma parte do rombo: seriam 25 bilhões, seja por medida provisória, seja pelo projeto do metanol, mas pelo menos a parte referente às despesas”, disse o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), a jornalistas depois de reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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Outra possibilidade estudada pelos governistas é incluir os cortes em um projeto do deputado Juscelino Filho (União Brasil-MA), que trata de valores de imóveis.

Juscelino se reuniu nessa quarta-feira (22/10) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Corte de gastos na próxima semana

Depois da reunião de líderes, Motta confirmou que colocará a proposta em votação na próxima semana, mas a parte sobre corte dos benefícios tributários ficará para depois.

“Isenções ainda não, ficará mais para a frente um pouco. Mas queremos avançar”, declarou.

O pacote capitaneado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será composto por três eixos:

  • corte de despesas;
  • corte nos benefícios tributários;
  • taxação de bets e fintechs.

Segundo Lindbergh, o governo deve enviar também na semana que vem o texto que trata das taxações das bets com urgência constitucional, em que Câmara e Senado têm 45 dias, cada um, para votar a proposta.