Governo estuda inserir corte de gastos como jabuti no PL do metanol
Câmara deve começar a votar na próxima semana o pacote da Fazenda para compensar a derrubada da MP sobre o IOF
atualizado
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O governo avalia incluir um corte de despesas no projeto de lei que torna crime hediondo a falsificação de bebidas, que ganhou destaque após os casos de intoxicações por metanol no país.
O “jabuti”(termo usado na política para trechos sem relação com a proposta original) seria uma estratégia para avançar com as propostas anunciadas após a derrubada da Medida Provisória (MP) alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
“Espero que, na próxima semana, consigamos cobrir uma parte do rombo: seriam 25 bilhões, seja por medida provisória, seja pelo projeto do metanol, mas pelo menos a parte referente às despesas”, disse o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), a jornalistas depois de reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Outra possibilidade estudada pelos governistas é incluir os cortes em um projeto do deputado Juscelino Filho (União Brasil-MA), que trata de valores de imóveis.
Juscelino se reuniu nessa quarta-feira (22/10) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Corte de gastos na próxima semana
Depois da reunião de líderes, Motta confirmou que colocará a proposta em votação na próxima semana, mas a parte sobre corte dos benefícios tributários ficará para depois.
“Isenções ainda não, ficará mais para a frente um pouco. Mas queremos avançar”, declarou.
O pacote capitaneado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será composto por três eixos:
- corte de despesas;
- corte nos benefícios tributários;
- taxação de bets e fintechs.
Segundo Lindbergh, o governo deve enviar também na semana que vem o texto que trata das taxações das bets com urgência constitucional, em que Câmara e Senado têm 45 dias, cada um, para votar a proposta.
