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Brasil

Governo do RS: cidades provisórias devem dar "dignidade às pessoas"

"Não há hoje nos abrigos número de chuveiros suficiente", afirmou vice-governador do RS, Gabriel Souza, em coletiva nesta sexta (17/5)

17/05/2024 13:21, atualizado 17/05/2024 17:31
Antonio Valiente/Anadolu via Getty Images
Resgate de pessoas e animais durante calamidade pública enchentes inundações forte chuva estado brasileiro Porto alegre Rio Grande do Sul RS - Metrópoles

Para resolver o problema dos desalojados no Rio Grande do Sul (RS), o vice-governador do RS, Gabriel Souza (MDB), em entrevista na coletiva nesta sexta-feira (17/5), afirmou que o problema que deve ser atendido com mais urgência é a “questão da dignidade das pessoas”. Souza detalhou como serão as cidades provisórias já anunciadas anteriormente pelo governo estadual do RS.

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“Não há hoje nos abrigos número de chuveiros suficiente. Há crianças, idosos, autistas, mulheres sozinhas com filhos e animais de estimação aos milhares”, afirma o vice-governador.
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Modelo das cidades provisórias
Modelos das estruturas de instalação apresentadas na coletiva
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Modelos das estruturas de instalação apresentadas na coletiva

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Modelo das cidades provisórias
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Modelo das cidades provisórias

Atualmente, de acordo com o vice-governador, 78.165 gaúchos estão espalhados em 875 abrigos de 103 cidades no Rio Grande do Sul. Ao todo, 67% estão concentrados em quatro cidades, Canoas, Porto Alegre, São Leopoldo e Guaíba.

Espaço para amamentação, postos de saúde e brinquedoteca

Gabriel Souza disse que as cidades provisórias construídas nas quatro cidades terão posto de saúde, brinquedoteca, lugar para animais de estimação, chuveiros e banheiros do lado externo, dormitórios, espaço multiuso (TV e computadores), fraldário e espaço para amamentação. E, também, lavanderia, refeitório, cozinha.

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Os abrigos serão estruturas provisórias que ficarão prontas entre 15 a 20 dias após a assinatura dos contratos. As áreas pré-definidas são o Centro Olímpico de Canoas, Complexo Cultural Porto Seco de Porto Alegre e o Centro de Eventos de São Leopoldo. Ainda não está definida a área de Guaíba, pois a cidade está debaixo d’água.

Plano Rio Grande

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (MDB), anunciou, na mesma coletiva, o Plano Rio Grande para a reconstrução do estado gaúcho, definindo estratégias de soluções, engenharia e a construção de novas estruturas.

Segundo o governador, em primeiro momento, as ações para a reconstrução devem ser focadas em curto, médio e longo prazo, priorizando áreas de atuação com base na evolução da situação local.

Áreas como aeroportos, rodovias, residências, escolas, unidades de saúde e equipamentos de segurança estadual, entre outras, serão o foco da reconstrução, bem como a habitação de abrigos e o saneamento básico.