Governo de SP vai ao MP contra cidades que desobedeceram fase vermelha

Secretário de Desenvolvimento afirmou que cidades que não seguiram decreto de Doria terão que prestar contas ao Ministério Público

atualizado 27/12/2020 19:48

Divulgação

São Paulo – O secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, afirmou neste domingo (27/12) que o governo estadual enviou ao Ministério Público a lista de cidades que não obedeceram determinação do governador João Doria (PSDB), que colocou todo o estado na fase vermelha do Plano São Paulo.

“Algumas prefeituras não cumpriram. Essas prefeituras foram notificadas. É necessário uma mobilização grande nesses municípios da faixa litorânea de São Paulo para que não haja aglomeração. Quando o município não segue as regras determinadas pela ciência, nós notificamos o município dessa irregularidade e encaminhamos para o Ministério Público, que tem sempre tomado as medidas cabíveis quanto a isso”, declarou Vinholi à GloboNews.

Ao menos 18 cidades não aderiram à fase vermelha do Plano São Paulo. Nesta fase, mais restritiva, apenas serviços considerados essenciais estão permitidos. Das cidades que preferiram se manter na fase amarela, em que o comércio tem apenas o horário reduzido, a maioria se localiza no litoral.

Para Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), prefeito de Santos e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), a mudança de fase foi anunciada em cima da hora. “Precisamos de organização, o que seria impossível nesse tempo tão curto. Assim, a capacidade de fiscalização dos municípios fica comprometida”, declarou.

Para frear a disseminação do vírus, as cidades litorâneas optaram por implementar barreiras sanitárias na entrada dos municípios nos fins de semana e feriados, o que está sendo apoiado pelo governo estadual.

Segundo a Prefeitura de Santos, no sábado (26/12) três vans com turistas foram barradas. Ainda segundo o governo municipal, veículos que levam moradores da cidade ou pessoas que entram no município a trabalho ou para tratamento de saúde são liberados.

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